
A conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor desde setembro de 2020, tornou-se uma exigência legal para empresas de todos os portes no Brasil. Regulamentada pela Lei nº 13.709/2018, a norma estabelece regras claras para o tratamento de dados pessoais e impõe sanções em caso de descumprimento, como multas que podem chegar a R$ 50 milhões por infração, conforme orientações da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
Segundo levantamento da PwC Brasil, divulgado em 2023, 74% das empresas já enfrentaram ao menos um incidente relacionado à segurança de dados. Esse dado evidencia a urgência de ações preventivas para mitigar riscos e garantir a proteção das informações pessoais de clientes, colaboradores e parceiros.
De acordo com Dario Caraponale, CEO da Strong Security Brasil, a aplicação da lei vai além do cumprimento formal: “A adequação à LGPD é hoje um diferencial competitivo no mercado digital, ao mostrar ao consumidor que sua privacidade é levada a sério”.
A regularização, no entanto, requer uma abordagem multidisciplinar e contínua. O primeiro passo é o mapeamento dos dados pessoais armazenados e processados pela organização. Essa etapa permite identificar riscos, pontos de vulnerabilidade e oportunidades de melhoria nos processos internos.
Outro aspecto essencial é a gestão de consentimento, principalmente nos casos em que o tratamento depende da autorização do titular. A empresa deve garantir que esse consentimento seja claro, específico e registrado, permitindo sua revogação a qualquer momento.
A segurança da informação também é central na adequação à LGPD. Medidas como autenticação de múltiplos fatores, criptografia, backups regulares e controle de acessos são fundamentais para proteger os dados armazenados. A capacitação de equipes sobre boas práticas no uso das informações também contribui para a mitigação de riscos.
Empresas de menor porte, que muitas vezes não possuem um time interno especializado, podem recorrer a prestadores de serviços para exercer a função de DPO. Essa prática tem se mostrado eficaz para garantir a conformidade e evitar autuações.
A falta de adequação à LGPD pode resultar em sanções administrativas, ações judiciais, prejuízos financeiros e danos reputacionais. Além disso, empresas que não comprovam boas práticas em proteção de dados podem ser excluídas de licitações ou perder contratos com grandes parceiros comerciais.
Por outro lado, a conformidade pode ser transformada em vantagem estratégica. Além de fortalecer a governança corporativa e a confiança dos consumidores, o processo de adequação tende a melhorar a eficiência operacional e estimular a inovação por meio da modernização de sistemas e políticas internas.
Para saber mais, basta acessar: www.strongsecurity.com.br
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