
O motorista ainda fugiu com os pertences da passageira após as agressões, que ocorreram em frente a uma padaria no bairro Monte Castelo.
A fisioterapeuta Roberta Leal foi agredida por um motorista de aplicativo após solicitar uma parada durante uma viagem no bairro Monte Castelo, em Fortaleza, na última terça-feira (2). O homem bateu o porta-malas contra o braço da vítima e ainda a puxou pelo cabelo, antes de jogá-la no chão durante uma discussão.
🚨 Fisioterapeuta é agredida por motorista de app após adicionar parada durante corrida em Fortaleza
— Diário do Nordeste (@diarioonline) September 4, 2025
O motorista ainda fugiu com os pertences da passageira após as agressões, que ocorreram em frente a uma padaria no bairro Monte Castelo pic.twitter.com/dQayxkRW9F
As agressões iniciaram, segundo Roberta revelou ao Diário do Nordeste, pois o condutor reclamou por ter de ficar parado enquanto esperava ela comprar pão em uma panificadora. A profissional estava com o filho de 1 ano e a mãe idosa. O caso foi registrado pela câmera de segurança do estabelecimento.
"Minha mãe usa muleta e se levantou com meu filho nos braços e foi na padaria me avisar que o motorista estava com raiva por estar parado", relembra Roberta.
Segundo a fisioterapeuta, ao questioná-lo, o homem se levantou do carro e foi ao porta-malas retirar o carrinho de bebê do filho da passageira. Foi nesse momento que ele bateu a porta no braço da mulher, que ficou com um extenso hematoma e foi para cima do motorista.
"Quando ele grita comigo eu avanço nele, tanto pela agressão quanto por ele estar gritando. Dei um tapa e rasguei a blusa ele, e aí ele pega meu cabelo, puxa meu rosto e me joga no meio da rua", explica.
Após a luta corporal, o condutor fugiu do local com os pertencentes da vítima. No carro estava a bolsa do filho de Roberta, contendo documentos dela, da mãe dela e itens do bebê. "Minha mãe ficou sem a muleta canadense dela", conta.
Roberta relata ainda que o homem a reportou para o aplicativo de corridas, que bloqueou a conta dela. A mulher foi até o 13º Distrito Policial (DP) e registrou um Boletim de Ocorrência (B.O) pelas agressões.
Em nota, a 99 informou que lamenta o caso e disse que "possui política de tolerância zero para comportamentos ofensivos, atitudes agressivas e quaisquer outras formas de violência, especialmente contra mulheres". O app disse estar disponível para colaborar com as autoridades.
A empresa complementou ainda que bloqueou o perfil do motorista e que está em busca da passageira para "oferecer acolhimento e orientações sobre o acionamento do seguro, que inclui auxílio para despesas médicas e apoio psicológico".
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