
Alunos do Campus Recife criaram dispositivo para auxiliar as pessoas com deficiência visual a se deslocarem com maior autonomia e segurança.
Com o intuito de incentivar uma maior acessibilidade para pessoas com deficiência visual, estudantes do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) desenvolveram um projeto especial para garantir mais autonomia para esse público.
Trata-se de um dispositivo acoplável aos óculos que deve ser utilizado de forma complementar à bengala que auxilia os cegos a se deslocarem com mais segurança.
Este protótipo rendeu a indicação ao Prêmio Inova, que será realizado em Brasília, no Distrito Federal, nesta terça (2) e quarta-feira (3).
A iniciativa integra o Painel Telebrasil 2025, um dos principais eventos de telecomunicações e inovação no país.
A ideia é que o objeto sirva como um radar pessoal e forneça mais autonomia para os usuários, com o uso de sensores infravermelhos e ultrassônicos para detectar obstáculos e emitir sinais sonoros e vibrações para dar um alerta com maior precisão.
A bengala é a tecnologia assistiva mais utilizada pelos cegos por ser segura, barata e também um sinalizador da cegueira. Porém, ela tem uma limitação: não conseguir identificar obstáculos acima da linha da cintura. É isso que nosso dispositivo traz. É como ter um radar pessoal a cada passo. Ele permite que a audição seja os olhos do cego, servindo como um complemento à bengala”, explica Aida Ferreira, professora do IFPE e coordenadora do projeto.
O dispositivo ainda conta com um aplicativo para aparelhos móveis e um sistema web para a comercialização da tecnologia e divulgação de informações sobre o projeto. O app oferece recursos adicionais, como informações meteorológicas, detecção de luminosidade e assistência em transporte público.
Desenvolvimento
A pesquisa envolveu o uso da ecolocalização, fenômeno que consiste na emissão de ondas sonoras para obter informações sobre o ambiente e de áudio binaural, recurso imersivo que localiza o som em volta de quem está ouvindo. Foram necessários cerca de 10 anos para o aperfeiçoamento do projeto, que teve início em 2015 e foi criado no Campus Recife do IFPE.
O primeiro protótipo contou com componentes eletrônicos baratos e óculos escuros. Atualmente, o modelo é uma peça mais leve e confortável que está pronto para entrar na fase industrial.
A tecnologia tem patente publicada e aprovada na Plataforma Brasil, o que viabiliza sua aplicação em testes com usuários reais. Até o momento, aproximadamente 10 pessoas cegas já participaram da experiência.
O projeto, que envolve cinco professores e por onde já passaram mais de 25 alunos, deu origem à startup Synesthesia Vision, focada na comercialização e expansão do protótipo. O alvo são as cerca de 500 mil pessoas cegas que existem no Brasil, segundo dados de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“Tenho orgulho de ter contribuído para um projeto que pode transformar a vida de pessoas com deficiência visual. Essa experiência reforçou minha certeza no poder da educação e da pesquisa pública para mudar realidades e inspirar novas gerações”, afirma a professora Aida Ferreira.
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