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Tecnologia: relatório mundial ressalta mudanças para o setor

Pesquisa traz tendências para o mercado de trabalho de tecnologia, além das mudanças socioeconômicas e transições sustentáveis; Cristina Boner, emp...

25/08/2025 às 16h47
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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Imagem de DC Studio no Freepik
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Dados do Relatório sobre o Futuro dos Empregos 2025, promovido pelo do Fórum Econômico Mundial, evidenciam tendências mundiais em transformação, como tecnologia, economia, demografia e transição verde. Os empregos que mais devem crescer pertencem aos setores de tecnologia, dados e Inteligência Artificial (IA). Por outro lado, as soft skills que mais crescerão até 2030 incluem habilidades tecnológicas e humanas, como habilidades cognitivas e colaboração.

Para Cristina Boner, empresária, profissional com extensa trajetória no setor de tecnologia, e autora do livro Jungle Startup: o sucesso do novo empreendedor edição 2025, o mercado de trabalho global está sendo remodelado, com uma combinação de desafios e oportunidades. “É um momento em que adaptabilidade, atualização constante e visão estratégica se tornam indispensáveis, tanto para empresas quanto para profissionais”, comenta.

O relatório é um conjunto de dados exclusivo, derivado de uma ampla pesquisa com empresas globais. A edição de 2025 traz as perspectivas de mais de 1.000 empregadores – representando mais de 14 milhões de trabalhadores em 22 setores e 55 economias – fornecendo insights sobre o cenário de vagas emergentes para o período de 2025-2030.

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Ainda de acordo com as informações colhidas pelo Fórum Econômico Mundial, os empregos que mais devem crescer são de especialistas em big data, engenheiros de fintech, especialistas em IA e machine learning. O relatório afirma, ainda, que é necessário melhorar a qualificação da força de trabalho, o que requer uma ação coletiva na educação, entre os setores público e privado, para lidar com o aumento das lacunas de habilidades.

“O primeiro passo é aproximar o ensino das demandas reais do mercado. Isso significa investir em currículos mais atualizados nas universidades, incentivar parcerias entre empresas e instituições de ensino e fomentar programas de capacitação rápida, como bootcamps e cursos técnicos intensivos”, acrescenta Boner.

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Mudança tecnológica

Cerca de 60% dos empregadores esperam que o acesso digital transforme seus negócios mais do que qualquer outra tendência. Além disso, as tecnologias de IA e processamento de informações devem ter o maior impacto – com 86% dos entrevistados prevendo que essas tecnologias transformarão seus negócios até 2030.

Essas mudanças, segundo Cristina, já estão alterando profundamente as funções, responsabilidades e competências exigidas no mundo do trabalho, já que novas profissões surgem enquanto outras se transformam e há uma valorização crescente de quem consegue unir conhecimento técnico e visão estratégica. Ela cita que, além disso, há necessidade de profissionais que entendam não apenas de tecnologia, mas de como aplicá-la de forma ética, sustentável e alinhada aos objetivos da organização.

“O profissional precisa trabalhar em duas frentes: aprofundar competências técnicas e desenvolver habilidades comportamentais. Isso significa estudar programação, ciência de dados ou cibersegurança, mas também investir em comunicação, inteligência emocional e capacidade de trabalhar em equipes multidisciplinares. A combinação dessas habilidades é o que permite não apenas executar tarefas, mas também liderar projetos e inovar”, esclarece a empresária.

Novo perfil profissional

Em um mercado competitivo como o de TI, Boner ressalta que, além de certificações e cursos especializados, um iniciante pode se destacar sem ter experiência prática, mas mostrando iniciativa e disposição para aprender.

“Criar projetos próprios, contribuir em comunidades de código aberto, participar de hackathons e desenvolver soluções para problemas reais são formas de construir experiência prática, mesmo antes do primeiro emprego formal”, exemplifica.

Por fim, a profissional da área de tecnologia esclarece sobre estratégias de networking e construção de portfólio, que podem funcionar melhor para quem deseja conquistar uma vaga nesse novo cenário.

“Manter um perfil ativo no LinkedIn, compartilhar projetos e artigos e se engajar em grupos de discussão também abre portas. Quanto ao portfólio, ele deve ser prático e demonstrar habilidades aplicadas, cases de estudo e resultados mensuráveis de trabalhos desenvolvidos”, conclui a empresária.

Para saber mais, basta acessar: https://www.linkedin.com/in/cristina-boner-19646694/

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