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Preso na Operação Ícaro quer fazer delação premiada sobre propina envolvendo Ultrafarma

Preso na Operação Ícaro quer fazer delação premiada sobre propina envolvendo Ultrafarma

13/08/2025 às 17h27
Por: Redação Fonte: Agência CBN Globo
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Preso na Operação Ícaro quer fazer delação premiada sobre propina envolvendo Ultrafarma

Preso na Operação Ícaro quer fazer delação premiada sobre propina envolvendo Ultrafarma.

 

A Operação Ícaro levou a prisão o dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira e o diretor estatutário da Fast Shop, Mário Otávio Gomes.

A defesa do auditor fiscal, Artur Gomes da Silva Neto, procurou o Ministério Público de São Paulo com interesse em propor a delação premiada do investigado preso ontem no âmbito da Operação Ìcaro. A investigação apura um esquema criminoso de pagamento milionário de propina em troca de benefícios fiscais dentro da Secretaria de Estado da Fazenda.

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O servidor público, chefe da diretoria de fiscalização da Fazenda, é acusado de receber mais de R$ 1 bilhão em vantagens das empresas Ultrafarma e Fast Shop e troca acelara o ressarcimentos de créditos de ICMS.

Diante das provas robustas contra ele, o objetivo da defesa é atenuar a pena e em contrapartida o servidor teria que apresentar fatos novos contra novas empresas ou contra outras envolvidos no esquema que acontecia dentro da pasta do Governo de São Paulo. Não há nada confirmado até o momento.

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A Operação Ícaro levou a prisão o dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira e o diretor estatutário da Fast Shop, Mário Otávio Gomes. Ambos passaram por audiência de custódia e cumprem prisão temporária de cinco dias na carceragem do 8° DP, do Belenzinho, na zona leste da capital;

Há duas semanas, o dono da Ultrafarma reconheceu irregularidades tributárias e se comprometeu a pagar R$ 32 milhões para não ser preso em outro processo criminal, conduzido pelo GAECO, braço do Ministério Público.

Inclusive, o MP aponta que o auditor foi o responsável por pagar o escritório de advocacia para defender Sidney Oliveira no processo de acordo de não persecução.

Outras grandes empresas são investigadas, mas não foram alvos de mandados de busca. As apurações citam a Rede 28 Postos de Combustíveis, a Allmix Distribuidora, a Calunga e o Grupo Nós, dono da rede de mercados Oxxo.

O Grupo Oxxo informou que não foi notificado sobre a investigação e está à disposição das autoridades. A empresa reafirmou, em nota, o compromisso com a legalidade e transparência. A defesa da varejista Allmix diz que irá se pronunciar após acesso ao inquérito e que o espírito será de colaboração.

A CBN não conseguiu o retorno das demais citadas. A Secretaria de Fazenda de São Paulo afirmou que instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta dos servidores envolvidos e vai fazer uma ampla revisão dos processos e protocolos internos da pasta.

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