Criação da Ultrafarma
Em 2000, fundou a Ultrafarma com foco na venda de medicamentos genéricos a preços agressivos. O modelo apostava no atendimento por telefone e internet e logo ganhou projeção nacional. Nas propagandas, o próprio Sidney aparecia defendendo ofertas e falando diretamente ao consumidor — estratégia que se tornaria sua marca registrada.
Crescimento e diversificação
O negócio se apoiou em negociações diretas com fabricantes, grandes volumes de compra e margens enxutas. A rede, com poucas lojas próprias e diversas licenciadas, investiu pesado no e-commerce e ampliou o portfólio para suplementos, higiene e beleza. Marcas da casa foram divulgadas por celebridades como Neymar e Edu Guedes.
Polêmicas e disputas judiciais
Apesar do sucesso, a trajetória de Sidney também foi marcada por ações judiciais. Ele já respondeu a acusações de sonegação de impostos e travou batalhas na Justiça contra ex-parceiras. Em 2019, teve bens bloqueados pela Justiça Federal, e classificou o episódio como reação a sua política comercial agressiva.
Da TV à política
Além de empresário, Sidney explorou espaço na mídia. Apresentou o “Roda a Roda” no SBT e fechou parceria com a RedeTV para o game show “Ultra Show – Sidney Oliveira”. No campo político, declarou apoio ao prefeito paulistano Ricardo Nunes (MDB) em 2024, citando a área da saúde como motivação.
O caso que mudou tudo
A Operação Ícaro não prendeu apenas Sidney. Também foram detidos o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto e o diretor estatutário da Fast Shop, Mario Otávio Gomes. Os três são investigados por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. Contatada pela reportagem, a Ultrafarma ainda não comentou as acusações.
