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A semana decisiva para Hugo Motta

A semana decisiva para Hugo Motta

11/08/2025 às 08h58
Por: Redação Fonte: Agência O Antagonista
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A semana decisiva para Hugo Motta

A semana decisiva para Hugo Motta.

 

Aliados do presidente da Câmara afirmam que a liderança do parlamentar paraibano está em xeque após motim bolsonarista.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), terá uma semana decisiva após o motim parlamentar protagonizado pela bancada bolsonarista na Casa. Como mostramos, até quarta-feira,13, o corregedor-geral da Casa, Diego Coronel (PSD-BA), pretende divulgar seu parecer sobre a possibilidade de punição aos parlamentares que ocuparam a Mesa Diretora.

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Até mesmo aliados de Motta afirmaram a este portal, em caráter reservado, que a liderança do presidente da Câmara está em xeque. Entre os líderes da Casa, a avaliação é que Motta foi pouco contundente nas respostas dadas aos parlamentares bolsonaristas envolvidos na ocupação dos principais postos da Casa.

Integrantes do PL, por sua vez, ainda aguardam o teor das punições aos parlamentares para decidir qual será a reação principalmente nas redes sociais. A ideia, a princípio, é pressionar tanto Motta quanto os integrantes do Conselho de Ética a não aplicar sanções aos congressistas.

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Na semana passada, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), disse em entrevista à Globo News se alguém teria que ser responsável pelo motim, essa pessoa seria ele. A fala foi interpretada por líderes parlamentares como uma forma de pressão a Motta, na linha: “Se alguém for punido, a reação será de toda a bancada do PL, e não apenas do deputado alvo da punição”.

Outro teste de fogo para Motta será a condução dos trabalhos parlamentares. Há a expectativa de que apenas duas pautas sejam pautadas e votadas nesta semana: a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que flexibiliza o foro privilegiado e o projeto de lei da anistia. A primeira proposta é consenso até entre deputados do Centrão; a segunda sofre resistência do presidente da Câmara.

Motta disse na semana passada que a pauta da Casa não poderia ser sequestrada por um grupo em específico – em referência à Lei da Anistia. A fala, contudo, revoltou deputados bolsonaristas. Na semana passada, Arthur Lira – ex-presidente da Câmara – conseguiu um acordo para desobstruir os trabalhos da Casa. A ideia de Lira não foi somente aliviar as tensões na Casa, como também preparar o terreno para a votação do projeto de lei que aumenta a faixa de isenção do imposto de renda.

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