Abastecimento
O Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento (FCNA), que reúne associações de supermercados, alertou o governo sobre os impactos do tarifaço dos EUA, que pode causar perda de US$ 40,4 bilhões à economia brasileira em 12 meses, reduzindo o PIB em 1,8 ponto percentual. A indústria de transformação é o setor mais afetado, com possível retração de até 5,6 pontos percentuais. O estudo projeta queda de até 287 mil empregos no médio prazo e destaca a necessidade de medidas para fortalecer o mercado interno, como isenção tributária da cesta básica e redução da taxa Selic.
Ressarcidos
Até semana passada, 1,66 milhão de aposentados e pensionistas aderiram ao acordo do INSS para ressarcimento de descontos indevidos, com 98,5% já recebendo os valores corrigidos pelo IPCA. Dos 2,4 milhões aptos, 68,6% formalizaram o pedido. O INSS abrirá nova fase para quem contestou descontos com assinaturas falsificadas. A adesão pode ser feita pelo Meu INSS, agências dos Correios ou presencialmente até 14 de novembro.
Bastante prolongado
O diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen, afirmou que a taxa Selic, atualmente em 15%, deve permanecer alta por um “período bastante prolongado” para controlar a inflação. Ele ressaltou que, diante das incertezas, como a tarifa de 50% dos EUA sobre produtos brasileiros, o BC optou por pausar o ciclo de aumentos de juros. Guillen reforçou que é necessário tempo para avaliar se a taxa atual é suficiente para levar a inflação à meta de 3%, com tolerância de 1,5%. O Copom manteve a Selic em 15% em decisão unânime no mês passado.
POLÍTICA
Única opção viável
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, avalia que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é um possível, e único, candidato de centro-direita na eleição presidencial de 2026. Na visão do ex-ministro, Tarcísio concorreria a uma pré-candidatura se houver um cenário favorável politicamente.
Sancionado com vetos
O presidente Lula sancionou o projeto de lei que flexibiliza o licenciamento ambiental, com 63 vetos, incluindo a licença autodeclaratória para atividades poluidoras médias e a retirada da proteção da Mata Atlântica. Manteve a Licença Ambiental Especial (LAE), que agiliza projetos estratégicos como a prospecção da Petrobras na Foz do Amazonas. A medida foi anunciada em evento no Planalto com a ministra Marina Silva. O governo enviará ao Congresso projeto para reaproveitar parte dos vetos com nova redação.
Punição
O presidente da Câmara, Hugo Motta, enviou à Corregedoria Parlamentar uma representação contra 14 deputados bolsonaristas envolvidos no motim que bloqueou o plenário por 30 horas na última semana. Além deles, a deputada Camila Jara (PT-MS) foi denunciada por agressão durante a confusão, mas seu caso será analisado separadamente, pois ela nega a acusação. O corregedor Diego Coronel deve reunir-se com Motta para encaminhar as representações ao Conselho de Ética, que avaliará possíveis punições. A lista inclui nomes como Bia Kicis, Carlos Jordy e Marco Feliciano.
Exemplo
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deve seguir o exemplo de Arthur Lira e suspender o mandato do senador Marcos do Val para driblar o esvaziamento do Conselho de Ética, que não tem presidente e mal se reúne. Do Val enfrenta restrições após decisão do STF, mas resiste em pedir licença médica, enquanto aliados defendem a medida. Ele foi aos Estados Unidos apesar de proibição judicial, mas sua defesa alega que não descumpriu a decisão. Alcolumbre ainda resiste à cassação, apesar da pressão no Senado.
Ameaça
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) avisou que, se Alcolumbre não aceitar o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes (STF), também pedirá a destituição de Alcolumbre. Alcolumbre declarou que não colocará o tema em pauta, afirmando que a decisão é exclusiva da presidência do Senado e não cederá a pressões. Nikolas respondeu no X que serão “dois impeachments” caso o pedido seja recusado. A oposição tenta incluir o impeachment na pauta junto ao que chama de “pacote da paz”, que prevê fim do foro privilegiado e anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro.
(Com Reuters e Estadão)
