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Essas são as regiões do Brasil que mais sofrerão com tarifas dos EUA, segundo estudo da FGV

Essas são as regiões do Brasil que mais sofrerão com tarifas dos EUA, segundo estudo da FGV

06/08/2025 às 18h45
Por: Redação Fonte: Gazeta Brasil
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Essas são as regiões do Brasil que mais sofrerão com tarifas dos EUA, segundo estudo da FGV

Essas são as regiões do Brasil que mais sofrerão com tarifas dos EUA, segundo estudo da FGV.

 

As regiões Norte e Nordeste do Brasil devem ser as mais afetadas pelo aumento de tarifas sobre produtos brasileiros imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A conclusão é de um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), liderado pelo pesquisador Flávio Ataliba.

 

Embora apenas 3,9% das exportações do Norte e 11,1% das do Nordeste tenham como destino os EUA, o impacto tende a ser elevado devido à concentração em cadeias produtivas mais frágeis, com menor capacidade de absorção interna e forte presença de pequenos produtores e cooperativas.

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Produtos como mel natural do Piauí e frutas frescas embarcadas por Pernambuco e Bahia estão entre os mais vulneráveis ao novo pacote tarifário. O estudo destaca que, no Nordeste, o Ceará lidera em exportações para os EUA, com 44,9% da sua pauta voltada ao país norte-americano, principalmente com pescados, calçados, artigos de couro, ferro fundido e aço.

Em seguida aparecem Paraíba (21,6%), com açúcar, calçados e couro, e Sergipe (17,1%), com sucos, resinas e óleos vegetais.

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Enquanto isso, regiões como o Sudeste — responsável por 71% das exportações brasileiras para os EUA — devem sentir menos os efeitos da medida. A região, mais industrializada, exporta bens de alto valor agregado como aeronaves e petróleo, que ficaram de fora da tarifa de 50%.

No Centro-Oeste, onde predominam carnes, grãos e minérios, o impacto também será limitado. Já o Sul, com exportações de móveis e carnes, deve ser afetado de forma moderada.

O tarifaço foi oficializado em 30 de julho por uma ordem executiva assinada por Trump, que classificou o Brasil como risco à segurança nacional. A medida elevou para 50% a alíquota de importação sobre parte dos produtos brasileiros — um acréscimo de 40% sobre os 10% já cobrados.

A Casa Branca publicou uma lista com quase 700 exceções, incluindo produtos como suco de laranja, minérios de ferro, artigos para aeronaves civis e combustíveis. No entanto, itens amplamente consumidos pelo mercado norte-americano, como café, carne e frutas, foram mantidos na taxação.

Em resposta, o governo brasileiro acionou nesta quarta-feira (6) a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os Estados Unidos. Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, as tarifas afetam cerca de 35,9% do mercado exportador nacional.

Em nota, o governo Lula afirmou que os EUA violam compromissos assumidos na OMC, como o princípio da nação mais favorecida e os tetos tarifários acordados. O pedido de consultas foi encaminhado oficialmente à entidade.

 
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