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PF deflagra operação para investigar desvio de emendas em eventos de jogos digitais

PF deflagra operação para investigar desvio de emendas em eventos de jogos digitais

29/07/2025 às 09h22
Por: Redação Fonte: Agência Globo
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PF deflagra operação para investigar desvio de emendas em eventos de jogos digitais

PF deflagra operação para investigar desvio de emendas em eventos de jogos digitais.

 

Investigações apuram irregularidades na execução de R$ 15 milhões repassados a associação do DF para eventos de games estudantis.

Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação nesta terça-feira (29) com objetivo investigar o desvio de recursos de emendas parlamentares destinadas para a realização de eventos de esportes digitais no Distrito Federal e no Espírito Santo.

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Os investigadores apuram irregularidades na execução de cerca de R$ 15 milhões em recursos públicos repassados à Associação Moriá.

Os valores deveriam ser usados para a realização de jogos estudantis de games digitais entre 2023 e 2024.

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As investigações apontam indícios de falsificação de orçamentos e fraudes em termos de subcontratação de serviços, com suspeitas de participação de empresas de fachada, sem rastreabilidade dos recursos federais.

O prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 13,2 milhões, mais de 81% do orçamento destinado para o projeto.

TV Globo procurou a Associação Moriá, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

De acordo com a PF, o dinheiro teria sido repassado à associação investigada por meio de termos de fomento com o Ministério do Esporte, e financiados com emendas parlamentares. Nenhum deputado é alvo dos mandados.

🔎Termos de fomento são acordos firmados entre entre o governo (como o Ministério do Esporte) e organizações da sociedade civil (como associações ou ONGs) para apoiar projetos de interesse público — por exemplo, atividades esportivas, culturais ou educacionais.

Ao todo, agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em municípios do Acre, Paraná e Goiás.

Os mandados foram autorizados pelo ministro Flávio Dino, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Além dos mandados de buscas, agentes também apreenderam veículos e imóveis, e realizaram o bloqueio de contas bancárias de empresas investigadas. Ao todo, cerca de R$ 25 milhões em recursos e bens foram apreendidos.

As investigações ocorrem em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).

Entre as medidas determinadas pelo STF, está a suspensão de novos repasses de recursos federais à associação investigada, bem como a proibição de que a entidade transfira valores às empresas subcontratadas no âmbito dos termos de fomento analisados.

 
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