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Após operação contra Bolsonaro, oposição aposta em Michelle como nova líder da direita

Após operação contra Bolsonaro, oposição aposta em Michelle como nova líder da direita

25/07/2025 às 17h43
Por: Redação Fonte: Gazeta Brasil
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Após operação contra Bolsonaro, oposição aposta em Michelle como nova líder da direita

Após operação contra Bolsonaro, oposição aposta em Michelle como nova líder da direita.

 

Em uma entrevista coletiva convocada às pressas nesta sexta-feira (18), parlamentares da oposição ao governo federal criticaram duramente a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs medidas cautelares ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, restrições noturnas e a proibição de uso de redes sociais. A coletiva ocorreu no primeiro dia do recesso parlamentar e resultou na promessa de um pedido formal para encerrar o recesso branco do Congresso.

“Vamos fazer, na segunda-feira, uma reunião na liderança do PL. De lá vamos pedir o fim do recesso branco e uma reunião com o presidente Motta”, anunciou a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), vice-líder da minoria na Câmara dos Deputados

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Durante o evento, os parlamentares leram um manifesto conjunto em que classificam as medidas do STF como abusivas e sem respaldo no Estado democrático de direito. “O que temos hoje em curso no Brasil é uma perseguição política. Nada tem base no estado democrático de direito. Vivemos um estado de exceção”, afirmou o senador Carlos Portinho (PL-RJ), líder do PL no Senado, ao ler o documento.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) destacou que, diante do cenário atual, Jair Bolsonaro deve optar pelo silêncio. “Bolsonaro vai se calar e quem vai nos conduzir neste momento é a maior líder da oposição que esta nação já viu”, declarou, em referência à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que passará a representar politicamente o ex-presidente.

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Outro momento de tensão ocorreu quando o deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), vice-líder da oposição na Câmara, exaltou as Forças Armadas e mencionou o golpe militar de 1964. “Forças armadas, estejam ao lado do povo brasileiro”, disse o parlamentar, que também parabenizou os militares pelo regime instaurado na época.

A reação do Congresso vem após a Primeira Turma do STF formar maioria para manter a decisão de Alexandre de Moraes. A análise ocorreu em uma sessão extraordinária virtual convocada pelo ministro Cristiano Zanin a pedido de Moraes.

Na decisão, o ministro do STF justificou as medidas com base em uma suposta “confissão, consciente e voluntária”, de Bolsonaro, sobre atos que teriam o objetivo de condicionar o fim de barreiras comerciais impostas por Donald Trump a uma anistia pessoal. “Não há, portanto, qualquer dúvida sobre a materialidade e autoria dos delitos praticados por Jair Bolsonaro”, escreveu Moraes. Ele citou, inclusive, uma crônica de Machado de Assis, ao defender a soberania nacional: “A soberania nacional é a coisa mais bela do mundo, com a condição de ser soberania e de ser nacional”.

Moraes concluiu o despacho afirmando que o STF seguirá “absolutamente inflexível na defesa da soberania nacional” e na preservação da democracia, dos direitos fundamentais e da independência do Judiciário.

A defesa de Jair Bolsonaro, por sua vez, disse ter recebido com “surpresa e indignação” a decisão, alegando que o ex-presidente sempre cumpriu com todas as determinações judiciais.

 

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