
Em uma entrevista coletiva convocada às pressas nesta sexta-feira (18), parlamentares da oposição ao governo federal criticaram duramente a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs medidas cautelares ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, restrições noturnas e a proibição de uso de redes sociais. A coletiva ocorreu no primeiro dia do recesso parlamentar e resultou na promessa de um pedido formal para encerrar o recesso branco do Congresso.
“Vamos fazer, na segunda-feira, uma reunião na liderança do PL. De lá vamos pedir o fim do recesso branco e uma reunião com o presidente Motta”, anunciou a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), vice-líder da minoria na Câmara dos Deputados
Durante o evento, os parlamentares leram um manifesto conjunto em que classificam as medidas do STF como abusivas e sem respaldo no Estado democrático de direito. “O que temos hoje em curso no Brasil é uma perseguição política. Nada tem base no estado democrático de direito. Vivemos um estado de exceção”, afirmou o senador Carlos Portinho (PL-RJ), líder do PL no Senado, ao ler o documento.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) destacou que, diante do cenário atual, Jair Bolsonaro deve optar pelo silêncio. “Bolsonaro vai se calar e quem vai nos conduzir neste momento é a maior líder da oposição que esta nação já viu”, declarou, em referência à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que passará a representar politicamente o ex-presidente.
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