Sunday, 26 de April de 2026
19°

Tempo nublado

Caruaru, PE

Polícia Polícia

Homem preso por ataques a 17 ônibus na Grande SP diz que queria ‘consertar o Brasil’

Homem preso por ataques a 17 ônibus na Grande SP diz que queria ‘consertar o Brasil’

22/07/2025 às 22h15
Por: Redação Fonte: Agência CBN Globo
Compartilhe:
Homem preso por ataques a 17 ônibus na Grande SP diz que queria ‘consertar o Brasil’

Homem preso por ataques a 17 ônibus na Grande SP diz que queria ‘consertar o Brasil’.

 

O homem confessou ter sido o autor dos ataques e afirmou aos investigadores que a motivação para os crimes seria "consertar o Brasil e tirar o país do buraco".

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta terça-feira um homem suspeito de participação em 17 ataques a ônibus na Região Metropolitana da capital. Quase todos os atos de vandalismo foram praticados em São Bernardo do Campo, no Grande ABC. A exceção foi um ataque no bairro no Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, que deixou uma criança ferida após ser atingida por estilhaços de vidro.

Continua após a publicidade
Anúncio

O homem foi identificado como o funcionário público Edson Aparecido Campolongo, de 68 anos, que trabalha como motorista do chefe de gabinete da CDHU, a Companhia de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Estado.

Na casa de Edson, os policiais encontraram estilingue, pedras e bolinhas metálicas utilizadas para atacar os ônibus. O homem confessou ter sido o autor dos ataques e afirmou aos investigadores que a motivação para os crimes seria "consertar o Brasil e tirar o país do buraco".

Continua após a publicidade
Anúncio

Em depoimento, Édson também confirmou que o irmão, Sérgio Aparecido Camplongo, participou de pelo menos dois ataques. A polícia ainda não o localizou, mas já pediu a prisão preventiva dos dois. Eles devem responder por crimes como dano qualificado e atentado contra a segurança de serviços de utilidade pública.

O delegado do Departamento de Investigações Criminais de São Bernardo do Campo, Júlio César Teixeira, afirmou que tudo indica que ele atuou de fato por conta própria:

 

“Nós não temos nenhum indício que pudesse ter qualquer ligação com o primeiro organizado. Ele acabou concluindo e respondendo diante dessas perguntas com as palavras: ‘fiz m..., não tem nada a ver o que eu fiz. O que eu fiz não vai tirar o país, eu estou extremamente arrependido’. Essas foram as palavras que ele usava.”

 

Os investigadores vão levantar informações no telefone, nos e-mails e nas redes sociais do funcionário público. A polícia descarta, neste momento, a hipótese de uma motivação por um desafio nas redes sociais.

Edson Aparecido Campolongo negou, em depoimento, que tenha associação com partidos políticos ou sindicatos.

A Grande São Paulo contabiliza 813 ataques a ônibus, ocorridos em 27 cidades, desde o início de junho. Segundo a Polícia Militar, 22 pessoas já foram detidas por participação nos atos de vandalismo, sendo 14 adultos e nove menores de idade.

Também há casos que a polícia identifica como um efeito manada, de pessoas que aproveitaram a onda de ataques para cometer crimes.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários