
Alguns produtores temem uma quebra dentro do mercado por conta da diminuição das vendas.
O tarifaço de 50% contra produtos importados do Brasil só entrará em vigor, de acordo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a partir do dia 1º de agosto. No entanto, ele já afetou a produção e distribuição de produtos dentro do país.
Além da taxa, o governo americano investiga as relações comerciais entre os dois países. O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos vai averiguar atividades relacionadas a serviços de pagamento eletrônico, comércio digital, propriedade intelectual, iniciativas de combate à corrupção, o uso de tarifas para favorecer outros países e até desmatamento ilegal.
O representante dos Estados Unidos para o comércio, Jamieson Greer, informou em comunicado que tomou a decisão por ordem do presidente Donald Trump. Na carta enviada ao presidente Lula na semana passada, em que anunciou o tarifaço de 50% sobre todos os brasileiros, Trump já tinha indicado que ia determinar a abertura desta investigação.
Os Estados Unidos estão entre os maiores comprados de café do Brasil. De acordo com a agência de notícias Reuters, há um aumento no envio de produtos para evitar a sobretaxa.
Além disso, com receio de uma taxação, alguns navios tem desviado rotas e estocando o café brasileiro em outros países que terão tarifas menores, a fim de evitar um impacto maior a partir de agosto.
O setor brasileiro de pescados está prestes a parar. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), Eduardo Lobo, que alertou ao Jornal da CBN para os efeitos devastadores da tarifa de 50% anunciada por Donald Trump sobre produtos brasileiros.
Com 70% da produção voltada ao mercado americano, a cadeia produtiva — que vinha em franco crescimento — já enfrenta cancelamentos de pedidos e pode ter embarcações paradas nas próximas semanas.
De acordo com Eduardo Lobo, cerca de 20 mil pescadores serão diretamente afetados pelas medidas, além de centenas de famílias de aquicultores ligadas à cadeia produtiva.
Outro produto fortemente importado pelos EUA do Brasil. O presidente da Associação Brasileira de Carne Bovina, Roberto Perosa, afirma que o setor tem avaliado o envio por conta da tarifa e do medo do valor aumentar muito.
Além disso, alguns frigoríficos no Mato Grosso do Sul suspenderam a produção de carnes para os Estados Unidos e buscam outros mercados.
Principal fruta exportado do Brasil para os EUA, a manga já teve parte das exportações suspensas para os próximos dias com medo da tarifa. Uma das principais preocupação é porque parte do envio estava previsto justamente para agosto e o setor teme uma grande perda financeira.
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