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Brasil Taxa Trump

Brasil segue com maior taxa em novo tarifaço de Trump

Brasil segue com maior taxa em novo tarifaço de Trump

12/07/2025 às 20h15
Por: Redação Fonte: Agência jovem Pan
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Brasil segue com maior taxa em novo tarifaço de Trump

Brasil segue com maior taxa em novo tarifaço de Trump

 

Em carta, presidente dos EUA justificou medida como resposta ao julgamento de Jair Bolsonaro e a decisões do STF contra empresas americanas.

Brasil foi o país mais penalizado na nova rodada de tarifas anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (foto). Em carta enviada a Lula na quarta-feira, 9, o republicano determinou uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras a partir de 1º de agosto — a mais alta entre os países notificados até agora.

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A tarifa será aplicada de forma ampla, independentemente de impostos setoriais já existentes. Produtos como aço e alumínio, que já enfrentam sobretaxas, serão atingidos novamente.

A Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada neste ano pelo Congresso brasileiro, poderá ser acionada como resposta. 

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A norma autoriza o Brasil a suspender acordos comerciais e aplicar retaliações tarifárias em caso de medidas hostis de parceiros estrangeiros.

Leia ainda: Eduardo Bolsonaro celebra “tarifa-Moraes”

México e União Europeia

Neste sábado, 12, como mostramos, Trump anunciou tarifas de 30% sobre produtos do México e da União Europeia, também com início previsto para 1º de agosto. Com isso, sobe para mais de 20 o número de países atingidos desde segunda-feira.

À presidente do México, Claudia Sheinbaum, o republicano alegou que o país falhou em combater os cartéis responsáveis pelo tráfico de fentanil. O governo mexicano classificou a decisão como “injusta” e afirmou estar negociando uma alternativa que proteja empresas e empregos nos dois países. Mais de 80% das exportações mexicanas têm os EUA como destino.

Sheinbaum se disse confiante em um acordo e reafirmou que a soberania do país “não é negociável”.

Já na carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, Trump criticou o déficit comercial dos EUA com o bloco, que chegou a US$ 235 bilhões em 2024, e disse que as tarifas podem ser revistas caso haja acordo. Von der Leyen respondeu que a UE está disposta a negociar, mas que tomará “todas as medidas necessárias” para proteger seus interesses, incluindo contramedidas.

Leia também: “Vamos chegar a acordo com EUA”, diz presidente do México

Outros países

Na segunda-feira, 7, os EUA anunciaram tarifas de 25% sobre produtos do Japão e da Coreia do Sul. Dois dias depois, o Brasil foi alvo da alíquota mais alta: 50%. 

Em carta, Donald Trump justificou a medida como resposta ao julgamento de Jair Bolsonaro e a decisões do STF contra empresas americanas.

Na quinta, 10, o Canadá também entrou na lista, com tarifa de 35%.

A lista das tarifas anunciadas por Trump inclui ainda:

  • Laos, Mianmar: 40%
  • Camboja, Tailândia: 36%
  • Bangladesh, Sérvia: 35%
  • Indonésia: 32%
  • África do Sul, Argélia, Iraque, Líbia, Bósnia, Sri Lanka: 30%
  • Brunei, Japão, Coreia do Sul, Malásia, Moldávia, Cazaquistão, Tunísia: 25%
  • Filipinas: 20%
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