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“Inflação acima da meta é reflexo de atividade aquecida e câmbio”, afirma carta do BC

“Inflação acima da meta é reflexo de atividade aquecida e câmbio”, afirma carta do BC

11/07/2025 às 07h56
Por: Redação Fonte: Times Brasil
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“Inflação acima da meta é reflexo de atividade aquecida e câmbio”, afirma carta do BC

“Inflação acima da meta é reflexo de atividade aquecida e câmbio”, afirma carta do BC

 

O Banco Central do Brasil (BCB) divulgou nesta quarta-feira (10) uma carta aberta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, após a inflação acumulada em 12 meses, medida pelo IPCA, ultrapassar pelo sexto mês consecutivo o limite superior da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Com o índice em 5,35%, acima do teto de 4,5%, o comunicado atende às exigências do Decreto nº 12.079/2024 e da Resolução CMN nº 5.141.

Assinada por Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, e por Cristiano Cozer, procurador-geral do BCB, a carta detalha as causas do descumprimento da meta, as medidas já implementadas e o prazo estimado para que os efeitos da política monetária se consolidem. O documento faz parte do novo regime de metas contínuas para reforçar o compromisso da autoridade monetária com a transparência e a estabilidade de preços.

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Causas da inflação elevada

Segundo o BC, o desvio da meta decorre de um conjunto de fatores, entre eles:

  • Atividade econômica aquecida, com crescimento acima do esperado e mercado de trabalho em pleno emprego;
  • Expectativas de inflação desancoradas, agravadas pela volatilidade cambial desde o segundo semestre de 2024;
  • Inflação importada, especialmente em bens industriais e alimentos industrializados;
  • Aumento dos preços administrados, como energia elétrica, impactados por condições climáticas adversas;
  • Inércia inflacionária, com reajustes salariais e do salário mínimo acima da inflação passada.

Ações e projeções

Em resposta ao cenário inflacionário, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic em 4,5 pontos percentuais desde setembro de 2024, atingindo 15,00% ao ano. O BC avalia que a política monetária deve permanecer em patamar contracionista por um período prolongado, com monitoramento contínuo dos efeitos.

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A instituição projeta que a inflação acumulada em 12 meses volte a ficar dentro do intervalo de tolerância (entre 1,5% e 4,5%) a partir do primeiro trimestre de 2026. A meta central de 3,00% deve ser alcançada até o fim de 2026, com a inflação caindo gradualmente nos próximos trimestres.

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