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Motta barra IOF maior e recado a Haddad é claro: “Mais imposto não passa”

Motta barra IOF maior e recado a Haddad é claro: “Mais imposto não passa”

09/07/2025 às 09h28
Por: Redação Fonte: infomoney
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Motta barra IOF maior e recado a Haddad é claro: “Mais imposto não passa”

Motta barra IOF maior e recado a Haddad é claro: “Mais imposto não passa”.

 

Haddad defende constitucionalidade da alíquota maior, enquanto Câmara insiste em cortes de gastos.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a cúpula do Congresso Nacional retomaram o diálogo nesta terça-feira (8) em uma tentativa de destravar o impasse sobre o aumento da alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A reunião, realizada na residência oficial do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), terminou sem avanços concretos.

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reiterou que o governo fará todos os esforços para convencer o Supremo Tribunal Federal (STF) da constitucionalidade da elevação do IOF, suspensa por decisão do ministro Alexandre de Moraes.

Já Hugo Motta deixou claro que não há clima no Legislativo para aceitar novos impostos ou aumento de tributos, defendendo cortes de gastos como alternativa à elevação da arrecadação.

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“Foi uma reunião para retomar o diálogo. Não adiantamos nada. […] Estamos sempre mais propensos a ir pelo caminho de corte de despesas, e não para o aumento de impostos”, afirmou Motta ao Poder360.

Desgaste político

Durante o encontro, representantes do governo também demonstraram incômodo com a campanha de críticas ao Congresso nas redes sociais, interpretada por parlamentares como incentivada, mesmo que indiretamente, por setores ligados ao Planalto e ao PT.

Motta respondeu que esse tipo de ataque é “ruim quando se deseja diálogo”. Gleisi Hoffmann, presidente do PT, foi uma das primeiras a se manifestar publicamente contra os ataques virtuais, mas o desgaste permanece.

O que está em jogo

O governo defende o reajuste da alíquota do IOF como uma das medidas para equilibrar as contas de 2025. A proposta, porém, foi derrubada pelo Congresso em 27 de junho, com votação expressiva na Câmara e aprovação simbólica no Senado. Em resposta, o Executivo acionou o STF para tentar reverter a decisão.

No último dia 4, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu tanto o decreto presidencial que aumentava o IOF quanto a votação do Congresso que o revogava. Na prática, isso impediu a cobrança da nova alíquota e deixou o governo em compasso de espera.

Próximos passos

Hugo Motta e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se reunirão com líderes partidários nesta quarta-feira (9) para relatar o andamento das negociações. Ainda não há previsão de acordo ou nova votação no Legislativo.

O Planalto segue apostando em uma decisão favorável no STF para validar o aumento da alíquota do IOF. Enquanto isso, setores da base e da oposição se articulam para manter a rejeição da proposta no Congresso.

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