
Durante sessão de líderes dos Brics nesta segunda-feira (7), no Rio de Janeiro, os chefes de Estado discutiram as prioridades do bloco para saúde e mudança do clima. O encontro também foi marcado por anúncios de novas iniciativas voltadas à transição energética e ao enfrentamento de desigualdades.
“O Brics está apostando na ciência e na transferência de tecnologias para colocar a vida em primeiro lugar”, afirmou o presidente Lula. Ele defendeu o fortalecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) como fórum legítimo para o enfrentamento de pandemias e ressaltou a recente aprovação do Acordo de Pandemias como um passo relevante nesse sentido.
No campo climático, Lula destacou que o aquecimento global avança mais rapidamente do que o previsto e alertou para o risco de colapso das florestas tropicais. Segundo ele, o Sul Global será o mais impactado pelas consequências das mudanças do clima, mas também possui potencial para liderar um novo modelo de desenvolvimento.
“Não seremos simples fornecedores de matérias-primas. Precisamos acessar e desenvolver tecnologias que permitam participar de todas as etapas das cadeias de valor”, declarou.
Durante o encontro, os líderes apontaram a necessidade de triplicar a capacidade de energias renováveis, dobrar a eficiência energética e viabilizar a transição para o fim dos combustíveis fósseis e do desmatamento. O presidente brasileiro defendeu a mobilização de US$ 1,3 trilhão em recursos para financiar essa transição, valor que parte dos US$ 300 bilhões já acordados na COP29, no Azerbaijão.
Ele também criticou os incentivos de mercado que favorecem o setor de combustíveis fósseis e informou que, em 2024, os 65 maiores bancos do mundo se comprometeram a destinar US$ 869 bilhões a esse setor. Como contraponto, anunciou o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre na COP30, para remunerar os serviços ecossistêmicos prestados pelos biomas tropicais.
O presidente brasileiro lembrou que doenças como o mal de Chagas e a Cólera, que ainda causam milhares de mortes nos países em desenvolvimento, teriam sido erradicadas se atingissem os países do Norte Global. Ele defendeu que implementar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3, de saúde e bem-estar, exige investimentos em saneamento básico, alimentação, educação, moradia, trabalho e renda.
Ao final, destacou a criação da Parceria pela Eliminação de Doenças Socialmente Determinadas e a consolidação da Rede de Pesquisa de Tuberculose com o apoio do Novo Banco de Desenvolvimento e da OMS. “Estamos liderando pelo exemplo, cooperando e colocando a dignidade humana no centro de nossas decisões”, concluiu.
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