
A Secretaria das Mulheres do Piauí (Sempi) realizou, nesta segunda-feira (30), o primeiro momento formativo da 5ª edição do Programa Pró-Equidade de Gênero, Raça e Diversidade. A atividade teve como tema central a LGBTfobia, suas formas de manifestação e as estratégias de enfrentamento, com ênfase no ambiente de trabalho. O evento foi realizado na Casa da Mulher Brasileira, em Teresina.
O encontro reuniu representantes de comitês internos de equidade e servidores de diferentes órgãos públicos, promovendo reflexões sobre respeito à diversidade, enfrentamento à discriminação e fortalecimento de uma cultura institucional mais inclusiva.

A programação contou com a palestra de Maria Laura dos Reis, ativista LGBTQIA+ e auxiliar de Gestão na Diretoria de Cidadania para a População LGBTQIAPN+ da Superintendência de Direitos Humanos da Secretaria do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (Sasc). Também participou da atividade a advogada e socióloga Jahyra Sousa, coordenadora da Rede de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência da Sempi, que contribuiu com reflexões sobre interseccionalidade, direitos humanos e diversidade no serviço público.
“É sempre muito importante promovermos espaços de diálogo sobre estratégias de enfrentamento ao preconceito e à discriminação nos nossos ambientes de trabalho. Infelizmente, ainda é comum vivenciarmos situações de discriminação por parte de colegas e outros profissionais, o que reforça a urgência de ações educativas”, ressaltou Maria Laura dos Reis.
Para a coordenadora da Diversidade, Igualdade Racial e Inclusão da Sempi, Letícia Gualter, os momentos formativos do Pró-Equidade são fundamentais não apenas para a concessão do selo, mas também para estimular mudanças reais no ambiente institucional. “Os servidores precisam compreender que determinadas expressões e piadas, muitas vezes naturalizadas, são formas de violência simbólica”, disse.

Os encontros são abertos ao público interno e externo dos órgãos participantes, sendo necessário o comparecimento em pelo menos 75% das atividades formativas para a certificação com o Selo Pró-Equidade. Ao todo, a edição prevê três momentos ao longo do ciclo.
“Diversos servidores compartilharam experiências pessoais, refletindo sobre como a LGBTfobia se manifesta nas relações institucionais. É essencial que todos saibam que não estão sozinhos ao enfrentar essas situações. Pessoas LGBTQIAPN+ muitas vezes se tornam referência nos seus espaços, especialmente quando ocupam lugares que historicamente lhes foram negados. Maria Laura, por exemplo, é uma mulher trans com uma trajetória de resistência e compromisso social”, conclui Letícia Gualter.
O Programa Pró-Equidade de Gênero, Raça e Diversidade é uma das ações estruturantes da Sempi e visa promover uma cultura organizacional baseada em justiça, equidade e respeito à pluralidade das identidades. Os próximos encontros formativos seguirão abordando temas estratégicos para o avanço das políticas de inclusão no serviço público piauiense.

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