
O autônomo Admilson Pacheco tem 58 anos. Ele realizou uma cirurgia e, por conta disso, precisou ficar internado no Hospital Municipal de Marabá (HMM) por 14 dias, sendo dez apenas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Após ser avaliado e apresentar melhora no quadro, foi informado de que os cuidados hospitalares passariam a ser realizados em sua casa, na Folha 12. Esse é o Projeto Piloto do Programa Melhor em Casa, voltado para pacientes internados no HMM, mas que podem ser atendidos em casa e que funciona desde março.
“Eu me senti bem, estão me tratando bem. Eu quero dizer que se tornou melhor porque eu fiquei internado em casa. Eles estão vindo todo dia, nunca faltaram. Para mim, é um privilégio, uma coisa muito boa”, afirma Admilson Pacheco.


Para ser selecionado e participar do Melhor em Casa, o paciente precisa estar bem avaliado junto às equipes médica e de enfermagem e com os exames laboratoriais dentro de parâmetros seguros. A estrutura da casa para receber o paciente e a periodicidade dos medicamentos também são levadas em consideração na avaliação.
A equipe do programa é composta por dois médicos, dois enfermeiros, dois fisioterapeutas, dois assistentes sociais e uma psicóloga. Entre os procedimentos realizados em domicílio estão os curativos, a administração de medicamentos, aferição de pressão arterial, medição de glicemia, coleta de sangue para exames e sessão de fisioterapia para reabilitação do paciente.
O Programa funciona de domingo a domingo, com rotas para atender pacientes em todos os núcleos da cidade. A coordenadora do Melhor em Casa, Miriam Ricardina, explica que a logística das equipes ocorre de acordo com a demanda de cada paciente.
“Por exemplo, uma paciente que está em uso de antibiótico por 14 dias. Todos os dias vamos visitar a paciente, salvo os pacientes que precisam apenas de verificação dos sinais vitais, são duas ou três vezes na semana. E existem pacientes que a gente consegue fazer o atendimento de manhã e à noite, se o antibiótico for dividido de 12 em 12 horas. Se for 24 horas, uma vez ao dia”, explana a coordenadora.


Os níveis de complexidade do atendimento domiciliar são classificados como AD1, AD2 e AD3. O primeiro nível é um paciente que pode ser atendido pela Atenção Básica, por exemplo, mas que é assistido pelo Melhor em Casa, enquanto os demais níveis dizem respeito à média e alta complexidade.
“Todos que aderiram ao programa são muito gratos. O fato de não estar em grande risco no hospital, com infecção hospitalar. Eles gostaram muito de estar em suas casas. Auxilia muito com a desospitalização, gerando o giro de leito dos pacientes. A nossa intenção é dar qualidade de vida para os nossos pacientes dentro das suas casas, no seu conforto”, reitera Miriam Ricardina.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Programa Melhor em Casa está presente em mais de mil municípios do país e possui mais de 2,1 mil equipes. A iniciativa tem sido fortalecida desde 2011, quando foi criada.
Segundo Maurícia Macedo, diretora administrativa do HMM, a liberação de leitos com a consequente destinação para pacientes em estados mais críticos é um dos principais resultados do progrma.
“Nosso objetivo é desospitalizar esse paciente, dar um atendimento humanizado em casa, principalmente devido a nossa alta demanda. Porque quando você leva esse paciente para casa, ele rece uma assistência com médico, enfermeiro, fisioterapeuta, ele vai estar no conforto do seu lar e vai abrir uma vaga para quem realmente está precisando aqui dentro do hospital”, ressalta a diretora.


Nesse sentido, fazer o mapeamento dos pacientes internados, que estão estabilizados, e que podem relaizar o tratamento em casa, é necessário para que o Melhor em Casa atenda às pessoas que se encaixam no perfil do programa, como pontua o médico Matheus Sodré, que faz parte da equipe.
“Então, esses pacientes têm o perfil para aguardar em casa, em segurança. Nós, juntamente com os técnicos e enfermeiros e até com os fisioterapeutas, conseguimos acompanhar e finalizar esse tratamento que foi inicialmente proposto. A gente consegue dar a mesma qualidade de serviço, que a gente faz no hospital, naquele ambiente dele”, comenta.


O objetivo da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é integrar o projeto piloto ao programa do Ministério da Saúde nos próximos meses e, assim, ampliar o atendimento, fortalecendo o atendimento domiciliar, que é responsável pelo cuidado de pacientes como Admilson Pacheco, que deixa um testemunho:
“Nunca pensei chegar na porta da minha casa uma equipe. Foi um projeto muito bom. Eles conversam, dão força. A gente fica mais fortalecido porque já está na casa da gente e se sente melhor um pouco. Tratam a gente muito bem. Eu passei por duas cirurgias, pela UTI, fiquei internado e, no lar da gente, receber uma equipe, nunca pensei. Porque no hospital estão de parabéns. Todas as vezes que fui para lá, fui bem atendido, então, para mim, aqui, está tudo bem. Melhor em casa, com certeza”, conclui.
Desde março, o Melhor em Casa atendeu mais de 40 pacientes, sendo que 28 deles receberam alta.














Texto: Ronaldo Palheta
Fotos: Sara Lopes
The post Saúde: Programa Melhor em Casa garante cuidado hospitalar no conforto do lar dos pacientes appeared first on Prefeitura de Marabá .
Saúde Anvisa aprova primeira caneta análoga ao Ozempic para diabetes
Ceará Cirurgia vascular: Hospital Regional do Cariri realiza atendimento especializado em casos graves de doenças vasculares e de traumas
Mato Grosso do Sul Drive-thru de vacinação da SES supera 10 mil doses aplicadas em Campo Grande
Saúde Registros de casos de doenças respiratórias na Emergência do Hospital Infantil de Florianópolis aumentam 56%
Sergipe Educação infantil ganha reforço em Indiaroba com avanço das obras da creche-escola do Ameei
Saúde Carreta da Mulher leva atendimento especializado a 152 municípios pernambucanos
Cuiabá - MT Burger Fest MT em Cuiabá teve orientação intensificada da Vigilância Sanitária Municipal
Saúde Com vacina contra o VSR para gestantes, Paraná tem queda de 83% de internamentos de bebês
Sergipe Convite à imprensa: Governo de Sergipe entrega primeira etapa do Complexo Viário Senadora Maria do Carmo Alves Mín. 18° Máx. 25°