
O cinema produzido em Alagoas segue atravessando fronteiras e conquistando novos territórios no cenário audiovisual internacional. A diretora e roteirista alagoana Laís Santos Araújo acaba de conquistar o prêmio de melhor pitching da La Résidence du Festival de Cannes, concedido pelo CNC (Centro Nacional do Cinema Francês), com o projeto do longa-metragem “Infantaria”.
Durante quatro meses e meio, a cineasta participou da residência artística em Paris ao lado de realizadores de diferentes países, desenvolvendo o longa junto a projetos da Argentina, Irã e África do Sul. O encerramento do programa aconteceu durante o Festival de Cannes, um dos maiores eventos de cinema do mundo, onde os participantes apresentaram seus projetos para profissionais da indústria internacional.
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Produzido em Alagoas pela Aguda Cinema, em parceria com a chilena OroFilms, “Infantaria” também ganhou espaço recentemente na revista Variety, uma das publicações mais influentes do mercado audiovisual mundial, ampliando a atenção em torno da nova obra da diretora.
O longa expande o universo do curta homônimo, que estreou mundialmente na Berlinale e recebeu o Prêmio Especial do Júri da mostra Generation 14plus. A narrativa acompanha uma família em processo de desintegração a partir da curiosidade e inteligência de duas crianças, abordando temas como gravidez, tabus sociais e direito ao aborto.
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A produção do curta contou com recursos da Lei Aldir Blanc, do Governo Federal, executada pelo Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa de Alagoas.
Para a secretária de Estado da Cultura e Economia Criativa, Mellina Freitas, o reconhecimento internacional da cineasta representa a força criativa do audiovisual produzido no estado.
“Quando uma obra nascida em Alagoas chega a espaços como Cannes, ela leva junto nossos territórios, nossas narrativas e a potência artística de quem transforma vivências locais em cinema universal. Ver Laís ocupando esse lugar mostra como o audiovisual alagoano amadureceu, encontrou linguagem própria e hoje dialoga com o mundo sem perder suas raízes”, afirmou a secretária.
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Além de “Infantaria”, Laís Santos Araújo também finaliza o longa “Marina”, co-dirigido com Pethrus Tibúrcio. O filme, rodado em Maceió, foi selecionado anteriormente pelo Hubert Bals Fund e premiado este ano no Work-In-Progress Darkroom do Festival de Rotterdam. Ambientada em 2008, a obra acompanha uma adolescente que organiza seu baile de debutantes enquanto vive as inseguranças e tensões da capital alagoana naquele período.
Ao longo dos últimos anos, “Infantaria” passou por importantes laboratórios e mercados internacionais, entre eles La Fabrique Cinéma, BrLab, Incubadora Paradiso, Brasil CineMundi e Cinélatino Toulouse, consolidando a presença de uma nova geração de cineastas nordestinos nos principais espaços do cinema mundial.
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