
Pela segunda vez em uma semana, uma aeronave atolou no pátio do Aeroporto Governador Carlos Wilson, em Fernando de Noronha, devido ao afundamento do asfalto. O novo incidente ocorreu neste domingo (29), com um avião da Gol Linhas Aéreas que se preparava para decolar com destino a Guarulhos (SP). A situação impediu temporariamente a decolagem do voo G3 1776, que só seguiu viagem após a aeronave ser reposicionada.
De acordo com a Dix Aeroportos, concessionária responsável pela administração do terminal, o afundamento aconteceu em um trecho ainda não contemplado pelas obras de requalificação em andamento. A empresa informou que os protocolos de emergência foram acionados e que o avião foi retirado com segurança do local, passando por inspeção da equipe técnica da Gol antes de ser liberado.
A companhia aérea afirmou, em nota, que todas as medidas adotadas priorizaram a segurança e que o voo prosseguiu normalmente após a inspeção.
O episódio se soma a outro semelhante ocorrido no último dia 22, quando uma aeronave da Azul também enfrentou afundamento do piso no mesmo aeroporto. Ambos os casos aconteceram durante o taxiamento — momento em que o avião se move pelo pátio para decolar ou após pouso.
Apesar da recorrência, a Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura de Pernambuco (Semobi-PE) informou que o incidente deste domingo ocorreu em uma das posições de estacionamento e não afetou as operações do terminal, que seguem funcionando normalmente.
A Semobi adiantou que o local danificado passará por uma restauração emergencial já nesta segunda-feira (30). Além disso, com o fim do período chuvoso em Noronha, que compreende os meses de março a junho, as obras de requalificação das pistas de taxiamento, áreas de estacionamento e vias laterais serão retomadas a partir do dia 15 de julho. O material utilizado será o Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), escolhido por sua alta durabilidade e resistência.
Diante da reincidência dos problemas estruturais, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) manifestaram preocupação com a segurança operacional no terminal. Em nota conjunta, os órgãos lamentaram os incidentes recorrentes no aeroporto e afirmaram que eles colocam em risco a segurança aeroportuária, além de levantar dúvidas sobre a real funcionalidade da pista de taxiamento.
O MPor informou ainda que enviou, no último dia 22, um ofício solicitando esclarecimentos sobre as condições da infraestrutura do aeroporto e o cronograma das obras de requalificação. No entanto, até o momento, não houve resposta por parte da administração estadual, responsável pela manutenção do terminal e pela execução das intervenções.
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