
O caso aconteceu na noite desta sexta-feira (27).
O arquiteto e urbanista Peu Carneiro, de 32 anos, denuncia ter sido abordado de forma violenta por um homem armado, que seria segurança à paisana do Mix Mateus de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, na noite da sexta-feira (27). Ele tinha ido ao supermercado comprar um pedaço de torta para comemorar o aniversário da mãe.
Segundo relato de Peu, ele havia pago pelas fatias, que foram embaladas e colocadas dentro de uma sacola do próprio Mix. “O alerta era de muitas chuvas, então, aproveitei que estava estiando e sai do mercado para chegar logo em casa. Apressei o passo, sabe? Mas nada fora do comum para alguém que quer fugir da chuva”, conta.
O arquiteto afirma que estava atravessando o sinal da Rua Prof. Arnaldo Carneiro Leão, quando um homem de blusa clara e calça escura o mandou parar e apontou uma arma em sua direção. “Na hora, eu pensei que fosse um assalto”, diz. “Foi quando uma moto de empresa terceirizada de segurança apareceu. Pensei que eram meus salvadores”.
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No entanto, o motociclista teria o acompanhado, ao lado do homem armado, para as dependências do Mix Mateus, e os deixado a sós em uma área embaixo da rampa de acesso para pedestres. “Eu perguntava o tempo todo o que tinha feito, e ele dizia: ‘Sabe não? Ah, vai saber’. Me levaram com uma arma na cabeça. Sem crachá, sem farda, sem nada. Fui tratado como culpado sem qualquer prova”, conta. “Eu falei que não ficaria ali e ele a todo o tempo com deboche. Então, ele me levou para dentro do mercado e chamou um daqueles funcionários de camisa preta, sabe?”.
De acordo com o arquiteto, foi somente naquele momento que o homem à paisana falou o que ele havia “supostamente” feito. “Ele disse que eu tinha saído correndo quando uma mulher do Mix pediu para ver minha nota fiscal. Eu não fiz isso!”, afirma.
Segundo ele, o documento estava consigo o tempo todo, dentro da sacola do mercado, que estava em sua mão. “Eu tirei a nota, entreguei a ele. Em momento nenhum ele me pediu a nota, só ali. Depois de toda humilhação. Ele pegou o papel, dobrou, me entregou e saiu sem dizer mais nada”, conta.
Peu afirma que, ao ver o homem saindo, perguntou se ele não pediria desculpas. “E ele foi grosso comigo de novo. Gritou que estava fazendo o trabalho dele. Foi quando eu disse: ‘não é porque você tem uma arma que pode sair apontando para os outros’”, relata. “Quando estava só com o funcionário do mercado, perguntei se ele não queria ver a nota e a sacola para conferir os itens. Falei que tinha comprado para o parabéns de minha mãe. O aniversário ficou amargo depois disso”.
Em conversa com a reportagem, Peu disse que ponderou se poderia ter sido um caso de preconceito de sexualidade, gênero ou raça. “Essas questões envolvem muitas nuances. Eu não conversei com esse funcionário a ponto de ele saber sobre minha sexualidade. Me considero uma pessoa parda, mas há quem me veja como branca. Eu não tenho como saber o que passa na cabeça de alguém para tratar outro daquela forma”, declara.
O Diario de Pernambuco tentou contato com a assessoria do Mix Mateus, questionando se a empresa permite que seus colaboradores atuem à paisana e armados dentro das unidades e se essa é a conduta padrão para esse tipo de situação. Até a publicação dessa matéria não houve resposta.
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