
Estudantes do Colégio Estadual Polivalente de Conceição do Coité, localizado no Território de Identidade do Sisal (NTE 4), transformam a paixão pela Astronomia em ação educativa com o projeto “AstroPoli: museu itinerante de Astronomia”. A iniciativa leva exposições científicas para espaços públicos e escolas, promovendo a popularização da ciência e o protagonismo juvenil.
O AstroPoli nasceu a partir de uma oficina de Astronomia idealizada pelo professor Matheus Oliveira, em parceria com Pedro Bortolato, ex-aluno do colégio. Durante o período que estudava na unidade foi medalhista em importantes eventos como a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e a Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG). Atualmente, ele é oficineiro do Programa EducaMais Bahia.
A estreia do museu itinerante aconteceu durante a Feira Literária Internacional de Serrinha (FELIS), que recebeu mais de 1.500 visitantes em três dias. O público participou de observações com telescópios, conferiu exposição de meteoritos, miniaturas em 3D e outras atividades interativas. O museu também foi exposto na Praça da Babilônia, em Coité, reunindo cerca de 300 pessoas.
Para o futuro, a equipe do AstroPoli pretende ampliar o alcance do projeto. Estão previstas visitas a escolas da rede municipal de Conceição do Coité. As ações incluem oficinas, lançamentos de foguetes, observações noturnas, experiências com a realidade virtual e atividades práticas de astronomia realizadas pelos próprios alunos.
Protagonismo estudantil e paixão pela ciência
O professor Matheus Oliveira, idealizador do projeto, destaca a importância da iniciativa para o desenvolvimento dos estudantes. “É muito gratificante ver os alunos crescerem, desenvolverem a fala, a iniciativa e o interesse pela ciência”, afirma. Ele acrescenta que oferecer uma educação de qualidade, especialmente para quem nem sempre tem acesso, é uma forma de retribuir tudo que recebeu. "Estou muito feliz com o projeto e confiante no futuro desses jovens”.
Para Gabrielle Carneiro Santos, 15 anos, aluna da 1ª série do Ensino Médio e integrante do projeto, a experiência tem sido transformadora. “Eu sempre gostei de Astronomia e, quando soube do projeto, vi a chance perfeita para eu me aprofundar nesse universo”, conta. “É incrível poder compartilhar esse conhecimento com as pessoas, mostrar nossas miniaturas e realizar oficinas de lançamento. Ver o interesse das crianças é uma experiência muito gratificante”, complementa.
Além de Gabrielle, integram a equipe fixa de estudantes do AstroPoli os estudantes João Pedro Amâncio de Jesus e Ramon Mota Moreira. Eles atuam na montagem das exposições, na mediação com o público e na produção de materiais interativos. O grupo cumpre as atividades de forma rotativa, respeitando a rotina escolar e garantindo o envolvimento contínuo dos jovens na divulgação científica.
Fonte: Ascom/SEC
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