
O Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen), unidade gerida pela Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), está atento ao monitoramento de vírus respiratórios que circulam em Sergipe durante o período de sazonalidade. Os principais vírus pesquisados são o rinovírus, Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Influenza A, H1N1, metapneumovírus e Covid-19.
Os vírus respiratórios estão sempre associados a épocas sazonais, porque são extremamente passíveis a pessoas não imunizadas e mutações. De acordo com superintendente do Lacen, Cliomar Alves, as análises contribuem para o conhecimento e monitoramento de circulação dos vírus. “O Lacen realiza a vigilância laboratorial. Recebemos amostras de todos os municípios do estado para fazer investigação de vírus respiratórios. Dentro do nosso laboratório ampliamos a investigação para estarmos atentos para outros tipos e subtipos de vírus, que possamos informar à Vigilância Epidemiológica e ao laboratório de referência nacional. Também temos um painel viral, que também fazemos análises de vírus respiratórios que estão crescendo em nosso meio”, salientou.
Segundo dados do Laboratório Central, o período de maior sazonalidade desses vírus são os meses de abril a junho. “Alguns vírus estão circulando em nosso estado e causando essas infecções que estão levando as pessoas às unidades de saúde. Com isso, estamos liberando as análises laboratoriais em até 24h. É importante que a população se vacine para diminuir a carga viral de vírus que estão circulando”, afirmou o superintendente.
Parceria assistencial
De acordo com Cliomar Alves, o Lacen tem mantido diálogo diário com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e também se coloca à disposição para oferecer o suporte necessário para todos. “Estamos sempre em parceria com a SES e Vigilância Epidemiológica. Todos os dias nós discutimos relatórios, principalmente nesta época, para que se tenham melhores políticas públicas para que pensemos com antecedência na população para ter assistência e pós-resultados. Além disso, o Lacen está se colocando como suporte para médicos, profissionais da saúde e população, mostrando que nesta época é normal os vírus circularem e que estamos dando o diagnóstico preciso para que os pacientes tenham uma melhor qualidade de vida”, pontuou.
Para realização dessas análises são coletadas amostras em pacientes a partir das secreções de nasofaringite, parte superior da faringe e da orofaringite, parte da garganta logo atrás da boca. O material é encaminhado pelos serviços de atenção primária e básica dos municípios ao Lacen e o resultado é liberado pelo sistema on-line de gerenciamento de ambiente laboratorial em até cinco dias úteis, a partir da chegada da amostra ao laboratório.
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