
Adolescente havia sido detido em novembro, ficou internado por 45 dias e, quando saiu, voltou a praticar os mesmos crimes.
O adolescente apreendido em Pernambuco por liderar uma comunidade online envolvido em desafios e automutilações, também praticava estupros virtuais e fez 200 vítimas, segundo investigação da do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), da Polícia Civil de São Paulo. Na internet, o suspeito pregava outros crimes como pornografia infantil, injúria, homofobia e terrorismo.
O jovem foi apreendido nesta quarta-feira (4) no Recife e já tinha envolvimento em outras fraudes, como inserção de dados falsos em sistemas de instituições privadas e públicas. Este último crime era a principal tática usada para ameaçar as vítimas.
De acordo com a Secretaria de Defesa Social de São Paulo (SDS-PE), o adolescente já havia sido apreendido em novembro de 2024, passou 45 dias recolhido, mas voltou a praticar os mesmos crime quando foi liberado.
Os policiais interceptaram uma conversa em que o jovem zomba da Justiça brasileira ao comemorar a soltura.
“Nós fizemos toda a investigação aqui, conseguimos colher as provas, apresentamos ao Poder Judiciário e a Polícia Civil do Pernambuco nos ajudou a executar a apreensão”, explicou a delegada Lisandréa Salvariego, coordenadora do Noad.
Dentre as infrações em que o adolescente responde estão intimidação sistemática virtual (cyberbullying); pedofilia, por oferecer e disponibilizar pornografia infantil; aliciar, assediar ou instigar crianças e adolescentes; induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio ou automutilação; estupro virtual; racismo; violência psicológica contra a mulher; invasão de dispositivo informático; e outros.
Operação Nix
A Operação Nix cumpriu, na primeira fase, dez mandados de busca e duas prisões temporárias autorizadas pela Justiça. Além de São Paulo, a ação ocorreu em Pernambuco, Bahia, Minas Gerais e no Distrito Federal.
O adolescente apreendido nesta quarta também tinha um mandado judicial. Na época, o pai dele também acabou preso porque, segundo a Polícia Civil, o nome do homem estava nas contas bancárias que recebiam o dinheiro proveniente da venda de pornografia infantil.
A operação recebeu este nome porque, na mitologia grega, Nix era mãe da deusa Nêmesis, codinome usado nas redes sociais por um dos integrantes dessas comunidades criminosas virtuais.
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