
Após a divulgação de um vídeo neste domingo (20), em que a advogada Jehnny Ferreira, que atua na defesa do criminalista João Neto, comenta o estado de saúde do cliente — preso há uma semana, acusado de agredir a companheira —, a defesa de Andreina Bernardo dos Santos respondeu publicamente nas redes sociais.
Em um vídeo publicado nesta segunda-feira (21), a advogada da vítima criticou duramente o conteúdo divulgado pela defesa do acusado.
“Me obriga a vir aqui como patrona da ação falar para vocês a verdade. O vídeo apelativo que inicialmente traz a foto de um homem acamado e adoentado é totalmente contraditório ao que nós vimos há uma semana do homem em plena saúde a ponto de conseguir a força, retirar a sua companheira de dentro de casa e agredi-la.”
Ela também rebateu a forma como a relação entre os dois foi caracterizada pela defesa de João Neto: “Também nesse vídeo ficou certo de que agora ela deixou ser namorada e passou a ser oficialmente chamada como companheira. Mas o intuito é trazer a questão econômica que foi tanto batida por vocês, muitos que criticaram dizendo que ela tinha se envolvido por dinheiro.”
Segundo a advogada, os valores pedidos em juízo dizem respeito a despesas contraídas pelo próprio João Neto. “
Mas não foi dito que esse valor que foi requerido de forma provisória para pagamento das despesas foram despesas que foram feitas pelo réu. Pois é, o nome que era utilizado em cartões, em financiamentos, em empréstimos era o da vítima. Uma única fatura de cartão de crédito. Da mesma encontra-se no valor de 20 mil reais e ela está aqui para provar para vocês o print na tela.”
“Observe inclusive que até mesmo o colégio da sua enteada, filha do acusado, era pago no cartão da vítima que mesmo sem trabalhar e sendo dependente financeira de João Neto sempre teve o seu nome utilizado para a obtenção de crédito. Nessa fatura nós temos também entrada em carro que ele disse que tinha dado, mas que era financiado e que o valor ia ser pago por ele, mas encontra-se em aberto dentro da fatura”, continuou.
A advogada ainda contestou a acusação de que a vítima teria tentado retirar a filha de João Neto do apartamento onde o casal morava.
“Durante a declaração também foi dito que o intuito dela era fazer a retirada da filha do acusado do apartamento, o que não é uma verdade, uma vez que desde que o casal foi morar em Arapiraca a menor residia com o seu irmão, nunca tendo residido antes neste apartamento que é o apartamento em questão. Então a vítima tem que ser expulsa da força e não retornar para sua casa, enquanto é utilizado o nome de uma menor que nem residia no apartamento.”
Sobre a suposta má relação entre a vítima e a filha do acusado, a advogada apresentou capturas de tela de conversas para rebater a alegação. “Foi dito também que havia uma má relação entre ambas, o que esse print aqui da última conversa entre elas prova que também não é uma verdade.”
Para encerrar, ela criticou a divulgação de informações do processo nas redes sociais:
“O intuito de defender acaba maculando a imagem de uma mulher que já foi vítima de violência física e permanece sendo vítima de violência moral e psicológica, tendo seus dados e suas informações, inclusive o processo sigiloso, apresentado de forma indevida nas redes sociais. Nos colocamos à disposição para tratar sobre esse assunto preservando a imagem da nossa cliente.”
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