
Quem vê o dia a dia da servidora Claudineia Delfino na coordenação do Banco Municipal de Alimentos não imagina que ela também é psicóloga atuante e apaixonada nas horas vagas. Na verdade, suas duas atividades convergem e prezam pelo que é mais urgente: as necessidades básicas humanas.

Sob a administração da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, o Banco de Alimentos atende, semanalmente, 1.700 famílias em vulnerabilidade social e 22 instituições assistenciais do município, responsáveis por servir mais de 2 mil refeições. O equipamento ainda fornece alimentação para o Zoológico e o Corpo de Bombeiros.
Toda semana as famílias beneficiárias recebem legumes, frutas e verduras, por vezes reforçada com pães e/ou ovos. Uma vez por mês, também recebem uma cesta de alimentos secos completa, suficiente para o mês.
São pessoas como a dona Madalena Gomes, 64, que mora sozinha na região do bairro Eldorado. “Recebo o Auxílio Brasil, que preciso usar para pagar o aluguel. Esses alimentos são ótimos e ajudam demais, já que não sobra muito para as outras contas”, compartilha.
Cada uma das famílias atendidas é direcionada através de avaliação psicossocial realizada pelos CRASs (Centros de Referência da Assistência Social), sendo contempladas por um período de seis meses.

A distribuição das cestas de hortifrútis e de alimentos secos é feita através das 23 Unidades de Segurança Alimentar e Nutricional (UNISANs) espalhadas pelos territórios.
O Instituto Vitório Lucchesi é um desses pontos e, logo após as 14h de cada quinta-feira, grande parte das famílias já retiram os alimentos.
“São alimentos ótimos, frescos, que ajudam muito. Tenho um tio acamado, que mora comigo, minha filha e um neto. Então, contar com as cestas faz muita diferença”, conta Eleonai Lourenço da Silva, 50.
Ao todo, são cerca de 90 toneladas de alimentos processados e distribuídos pelo Banco a cada mês.
Os itens fornecidos vêm de três diferentes fontes: compras por meio dos Programas de Aquisição de Alimentos junto à agricultura familiar (que significa também uma importante fonte de renda para cerca de 200 produtores rurais da região), doações de parceiros e também da produção própria realizada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento.
Qualquer pessoa, grupo, instituição ou empresa pode ser parceiro-doador do Banco de Alimentos. Para isso, basta entrar em contato com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento pelo telefone 3232-0016.
Quem faz acontecer: Claudineia Delfino

Claudinéia de Fátima Romanzini Delfino chegou à Prefeitura de São José do Rio Preto em 2017, após atuar como produtora de alimentos orgânicos. A experiência no campo, onde cultivava frutas, legumes e verduras orgânicos, aproximou-a da agricultura familiar e das políticas de segurança alimentar. Na Secretaria Municipal de Agricultura, passou a integrar a gestão do Banco Municipal de Alimentos e encontrou no serviço público um propósito: combater a fome e promover dignidade por meio da alimentação. Ela e uma equipe formada por outros 32 colaboradores dedicam-se ao atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade, unindo sua formação em psicologia ao cuidado com as pessoas. “Nossa filosofia é entregar a quem mais precisa o mesmo que poderíamos oferecer aos nossos filhos”, ressalta.
Esta iniciativa contempla os itens 1, 2, 8, 10, 12 e 17 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Erradicação da Pobreza (1), Fome Zero e Agricultura Sustentável (2), Trabalho Decente e Crescimento Econômico (8), Redução das Desigualdades (10), Consumo e Produção Responsáveis (12) e Parcerias e Meios de Implementação (17). Conheça a Agenda 2030: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs