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Governo do Estado divulga pesquisa que aponta crescimento na renda e na empregabilidade de formados no ensino técnico no RS

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) e da Secretaria da Educação (Seduc), divulgou os resultados...

08/06/2026 às 15h21
Por: Redação Fonte: Secom RS
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O governo do Estado, por meio da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) e da Secretaria da Educação (Seduc), divulgou os resultados de uma pesquisa inédita sobre a trajetória no mercado de trabalho dos egressos da Educação Profissional da Rede Estadual. O levantamento analisou dados de 39.112 estudantes que concluíram cursos técnicos entre 2013 e 2017 e identificou avanços na inserção no mercado formal, na remuneração e na estabilidade ocupacional após a conclusão da formação técnica.

O estudo “ Resultados da pesquisa de acompanhamento dos egressos da Educação Profissional da Rede Estadual do Rio Grande do Sul ” foi elaborado pelo Departamento de Planejamento Governamental (Deplan), da SPGG, em parceria com a Superintendência da Educação Profissional (Suepro), da Seduc. A pesquisa utilizou dados do Sistema de Gestão da Rede Estadual de Ensino (ISE) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego, permitindo acompanhar a trajetória dos egressos no mercado formal por até cinco anos após a conclusão dos cursos.

Entre os principais resultados, o relatório aponta aumento consistente da inserção no mercado de trabalho formal. Antes da formação técnica, 41,8% dos egressos estavam empregados formalmente. No quinto ano após o término do curso, esse percentual chegou a 67,1%.

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Egressos registram aumento de renda

A pesquisa também identificou elevação da remuneração média dos trabalhadores formados na Rede Estadual. Antes da formação, os egressos recebiam, em média, 1,7 salário mínimo. Cinco anos após a conclusão do curso técnico, a remuneração média passou para 2,1 salários mínimos.

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Outro indicador analisado foi o tempo de permanência no emprego formal. O tempo médio passou de 126,7 dias antes da formação para 237,2 dias no quinto ano após o término do curso, demonstrando maior estabilidade profissional ao longo do período analisado.

A análise também mostrou predominância de vínculos por prazo indeterminado entre os egressos inseridos no mercado formal, representando mais de 80% das relações de trabalho no quinto ano após a qualificação.

Para a titular da SPGG, Danielle Calazans, os resultados demonstram a influência dessa política na vida dos jovens. “Este estudo mostra a capacidade da gestão pública de agir com base em evidências. Ele orienta o planejamento, alinhando a oferta de cursos às demandas regionais. Também consolida a política estadual ao acompanhar os resultados até a entrada no emprego, ampliando oportunidades e reduzindo desigualdades”, afirmou.

A titular da Seduc, Raquel Teixeira, ressalta que a Educação Profissional representa, nas escolas estaduais, um caminho para ampliar as oportunidades e, assim, promover o desenvolvimento econômico e social. “A escola pública é a principal ferramenta de redução das desigualdades sociais. Poucas políticas públicas têm um papel tão transformador quanto a educação. Por isso, temos trabalhado para que o currículo dos cursos técnicos dialogue com os desafios que o mundo atual exige. Estamos consolidando uma gestão baseada em evidências, que nos permite ver, de forma clara e mensurável, que esses resultados já são uma realidade,” enfatiza.

O estudo “Resultados da pesquisa de acompanhamento dos egressos da Educação Profissional da Rede Estadual do Rio Grande do Sul” atende às diretrizes da Política Estadual de Educação Profissional e Técnica do Rio Grande do Sul, instituída pela Lei 16.089/2024, que prevê o monitoramento da inclusão produtiva e da empregabilidade dos egressos da formação técnica estadual.

Ensino médio e inserção profissional

Resultados expressivos foram observados entre os estudantes do Ensino Técnico Integrado ao Ensino Médio. Antes da qualificação, 11,4% desses jovens estavam inseridos no mercado formal. No quinto ano após a conclusão do curso, o percentual chegou a 74%, aproximando-se dos 75% observados na modalidade subsequente ou concomitante.

O levantamento aponta que 34,4% dos egressos da modalidade integrada atuavam em ocupações relacionadas à área de formação, percentual superior ao observado entre os alunos das modalidades subsequente ou concomitante.

Além disso, 39,2% dos estudantes do Ensino Técnico Integrado continuaram os estudos após a conclusão da formação técnica.

Mulheres são maioria

As mulheres representam 64,8% dos alunos formados na Rede Estadual de Educação Profissional no período analisado. Segundo o estudo, elas também apresentam maior continuidade nos estudos após a formação técnica. Entre as egressas, 32,3% avançaram no grau de escolarização após o término do curso, percentual superior ao registrado entre os homens (22,7%).

A pesquisa ainda identificou maior relação entre formação e ocupação entre as mulheres. Entre as egressas, 29,3% atuavam na área em que se qualificaram, enquanto entre os homens o percentual foi de 19,4%.

Além disso, o relatório aponta a permanência de desigualdades salariais entre homens e mulheres e entre diferentes grupos raciais, mesmo após a formação técnica, embora tenha sido observada redução dessas diferenças ao longo do período analisado.

Raça/cor

O estudo também analisou os resultados da Educação Profissional a partir do recorte de raça/cor. Para ampliar a qualidade das informações, a equipe técnica complementou os dados da Rede Estadual com registros da Rais. Entre os estudantes que concluíram cursos técnicos entre 2013 e 2017, 87,2% se declararam brancos, 6,2% pardos, 6,1% pretos, 0,3% indígenas e 0,2% amarelos.

Os resultados apontam avanços na inserção profissional entre diferentes grupos. Entre os homens, os egressos pretos apresentaram a maior taxa de inserção no mercado formal, alcançando 91%. Entre as mulheres, as maiores taxas de empregabilidade foram observadas entre pretas e pardas, ambas com 87,7%.

O levantamento também identificou crescimento no tempo de permanência no emprego formal. Entre as mulheres indígenas, por exemplo, a média passou de 38 dias antes da formação para 223 dias no quinto ano após a conclusão do curso. Já entre os homens, os egressos pardos registraram o maior tempo médio de permanência no emprego, com 262 dias.

Apesar dos avanços observados nos indicadores de empregabilidade e renda, o relatório aponta a permanência de diferenças salariais entre grupos raciais e entre homens e mulheres, evidenciando desafios que seguem presentes no mercado de trabalho.

Desde 2025, as inscrições para os cursos técnicos da Rede Estadual passaram a contar, pela primeira vez, com ações afirmativas. Dessa forma, 30% das matrículas em cada curso deve ser preenchida por candidatos autodeclarados negros, indígenas e para pessoas com deficiência (PCDs).

O percentual foi definido a partir do censo mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que revelou a porcentagem desses grupos na população gaúcha.

Texto: Marcelo Bergter/Ascom SPGG
Edição: Secom

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