

Sala da Faculdade Santo Agostinho
A Secretaria Municipal de Saúde realizou, nesta sexta-feira (31), na Faculdade Santo Agostinho, um momento de Educação Permanente com os profissionais da equipe multiprofissional da Unidade Básica de Saúde (UBS) Régis Pacheco, abordando a temática “Acolhimento às Mulheres, Crianças e Adolescentes em Situação de Violência”. A capacitação, organizada pelas áreas técnicas de Saúde da Mulher e de Saúde da Criança, contou com as participações da Secretaria de Políticas para Mulheres, por meio do Centro de Referência Albertina Vasconcelos (Crav), Secretaria de Assistência Social, Habitação Social e Direitos Humanos (SASHSDH), por meio do Complexo de Escuta Protegida e Hospital Municipal Esaú Matos.
A diretora de Atenção Básica, Thaís Gaspar, destacou a importância de envolver toda a estrutura da unidade recém-inaugurada. “Estamos iniciando esse fluxo e essa rotina de diálogo justamente pela Unidade Régis Pacheco, que é a primeira do município a contar com a implantação da Sala Lilás. Esse momento de capacitação envolve 100% da equipe, desde a recepção e os serviços gerais até os profissionais de nível superior. É fundamental para que todos falem a mesma linguagem e tenham a mesma abordagem com os usuários que chegam ao território”, explicou. Ela pontuou ainda que a atividade foi planejada em um turno específico para não gerar prejuízos à agenda da comunidade, alinhando-se às diretrizes da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB).
A coordenadora de Saúde da Mulher, Gyslane Fontes, classificou a iniciativa como um marco histórico para o município. “A Sala Lilás é um dispositivo de extrema importância, com embasamento legal que estabelece um atendimento privativo e humanizado para essa mulher em situação de violência. A violência é um problema complexo e multifatorial que exige um trabalho intersetorial. Como a Atenção Primária é a porta de entrada, precisamos estar alertas aos sinais, que muitas vezes não são um relato explícito. Nosso objetivo foi qualificar a rede, tirando dúvidas para que os profissionais se sintam seguros no acolhimento, garantindo privacidade e sigilo”, afirmou.
Representando o Crav, a psicóloga Kelly Fagundes detalhou a abordagem técnica realizada junto aos servidores. “Vamos trabalhar o acolhimento, a escuta qualificada e a garantia de um espaço seguro, além de abordar os principais marcos da Lei Maria da Penha e as medidas protetivas. É fundamental conscientizar os profissionais sobre os fluxos e as leis municipais para evitar a fragmentação do atendimento, impedindo que a mulher seja enviada desnecessariamente para vários lugares. Queremos evitar a revitimização e combater aquela postura em que o profissional assume um papel investigativo, deixando a vítima à vontade para relatar o que for necessário naquele momento”, concluiu.
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