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Junho Vermelho: Campanhas alertam para doação de sangue e medula óssea

Mês de junho não é só de festa junina. Também é tempo de alertar a sociedade sobre doação de sangue e medula óssea. O Junho Vermelho, instituído pe...

04/06/2026 às 15h36
Por: Redação Fonte: Assembleia Legislativa - MS
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Com campanhas, doações de sangue aumentaram no Hemosul
Com campanhas, doações de sangue aumentaram no Hemosul

Mês de junho não é só de festa junina. Também é tempo de alertar a sociedade sobre doação de sangue e medula óssea. O Junho Vermelho, instituído pela Lei 5.756, de 18 de novembro de 2021 , tem o objetivo de dar visibilidade à essa ação. Uma única bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas, por isso a importância de ampliar o número de doadores, especialmente nesta época do ano.
Mayra Franceshi, relações públicas do Hemosul, explica o reflexo positivo de campanhas como o Junho Vermelho. “Esse período é crítico: frio e tempo seco, que espantam os doadores. As baixas nas doações já chegaram a 70%. Agora, com as campanhas, ocorreu o contrário. Aumentou o número de doadores”, esclarece. Para facilitar o acesso dos doadores, a Rede Hemosul promoveu uma ação especial no inicio do mês com a unidade móvel de coleta no Centro de Campo Grande. O atendimento ocorreu em frente ao Pátio Central Shopping, com o objetivo de alcançar trabalhadores, comerciantes e pessoas que circulavam pela região.

A norma estadual revoga as Leis  5.391, de 9 de setembro de 2019  e  5.511, de 20 de maio de 2020. De autoria dos deputados Paulo Corrêa (PL), 1º secretário da Casa de Leis, e Renato Câmara (Republicanos), 1° vice-presidente da ALEMS, a lei prevê ações integradas entre os três Poderes para incentivar as doações, por meio de palestras e publicidade sobre o tema e o armazenamento de dados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).

O deputado Paulo Corrêa ressalta a importância do aumento de doadores, especialmente nesta época. “As bolsas de sangue são direcionadas à diferentes patologias, e às transfusões diárias. Somado a isso, com a proximidade das férias, os acidentes de trânsito nas estradas aumentam. Muitos de nós precisam da solidariedade e empatia do próximo. Seja doador, doe sangue e salve vidas, não há nada mais importante”, pontua.

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Para Renato Câmara (MDB), as ações do Junho Vermelho somam esforços junto à Campanha nacional. “A lei do Junho Vermelho, criada nesta Casa vem somar esforços junto a Campanha Nacional que acontece todos os anos neste período, alertando e sensibilizando sobre a importância de todos nós, seres humanos, sermos doadores de sangue e medula óssea”, destaca.

Medula óssea

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Além da doação de sangue, o Junho Vermelho alerta para a doação de medula óssea. São raras as chances de encontrar uma medula compatível no Brasil. A proporção é de uma para cem mil, segundo dados do Ministério de Saúde. O transplante de medula óssea consiste na substituição de células doentes do paciente por saudáveis. O procedimento é indicado à quem tem leucemia, linfomas e alguns tipos de anemias. A medula óssea é um tecido líquido que ocupa o interior dos ossos, onde são produzidos os componentes do sangue. As células sadias podem ser obtidas de um doador ou do sangue do cordão umbilical. 

Alessandro Nahabedian salvou uma vida ao doar medula óssea. Foto: Luciana Nassar
Alessandro Nahabedian salvou uma vida ao doar medula óssea. Foto: Luciana Nassar

Apenas 10 ml de sangue são suficientes para salvar uma vida. O servidor da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), Alessandro Nahabedian, se cadastrou e conseguiu salvar a vida de uma pessoa em 2023. Ele conta que ficou muito feliz ao saber dessa possibilidade. “As pessoas em geral não tem esse olhar pro outro. Se tiver oportunidade quero salvar mais vidas. É gratificante”, declara. Ele ficou uma semana em São Paulo para fazer os exames e a doação foi tranquila. “Não doeu. A maior emoção é saber que deixei uma família inteira feliz. Você não salva apenas uma pessoa, são todos ao redor, tanto a família quanto os amigos que torcem pela recuperação do paciente”, destaca o servidor.

Um em 1 milhão

A compatibilidade para a doação primeiro é buscada no âmbito familiar, em que se tem 25% de chances entre irmãos e pais. Na sequência é feita a busca nacional pelo Redome e, por conseguinte, a busca no cadastro internacional.  De acordo com o Hemosul, a chance de compatibilidade de medula óssea no Brasil é de uma em 100 mil. Com alguém de outro país é de uma em um milhão.

Para doar é preciso ter entre 16 e 69 anos, mais de 51kg e bom estado geral de saúde. Há algumas doenças e medicamentos que impedem a doação – saiba todos os  critérios aqui . Na ocasião será possível se cadastrar no Redome com a separação dos 10 ml de sangue da doação – veja os critérios para ser um doador aqui . Também há algumas doenças impeditivas ao cadastro no Redome,   saiba quais são aqui

 

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