
Mandante dos crimes, que ocorreram em maio de 2020, foi condenado pela Justiça a mais de 48 anos de prisão; os outros réus, responsáveis pelos disparos de arma de fogo, pegaram pena superior a 42 anos.
O Conselho de Sentença da 3ª Vara do Tribunal do Júri da Capital condenou três réus por executar dois homens e ferir a tiros uma mulher grávida no bairro da Joana Bezerra, no Recife. O crime aconteceu no dia 7 de maio de 2020.
Acolhendo a tese do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a Justiça sentenciou Ricardo Silva de Souza Filho, apontado como mandante das mortes, a 48 anos, 2 meses e 22 dias de reclusão.
Os outros réus, Sergio Everton de Almeida Silva e Diego Nascimento de Moura, autores dos disparos de arma de fogo, foram condenados a 42 anos, 10 meses e 14 dias de reclusão. 7
Os três foram condenados pela prática de dois homicídios qualificados consumados e um homicídio consumado tentado.
De acordo com o Promotor de Justiça Marcel Corrêa, que atuou no julgamento, o grupo criminoso foi mobilizado pelo réu Ricardo Silva de Souza Filho para eliminar um dos homens por causa de uma dívida de drogas, caracterizando a qualificadora de motivo torpe para os homicídios.
O alvo já vinha recebendo ameaças por vídeos. No dia 7 de maio de 2020, foi alvo de uma emboscada, quando deixava a casa da mãe com a sua esposa, grávida de seis meses, para embarcar em um carro de aplicativo e retornar asua residência.
Foi o momento em que os executores efetuaram vários disparos contra a vítima, lesionando fatalmente o homem e o motorista de aplicativo. A mulher também foi atingida, mas sobreviveu.
O modo como o crime foi cometido, em via pública e de surpresa, levou o Ministério Público a apontar as qualificadoras de meio que resultou em perigo comum, já que os executores dispararam em local movimentado e efetivamente atingiram mais pessoas do que o alvo original, e de emprego de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas.
Todas as qualificadoras sustentadas pelo MPPE em plenário foram acolhidas pelos jurados
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