
O Rio Grande do Sul segue como um dos únicos Estados do Brasil que está livre da doença HLB/greening, considerada a mais destrutiva do setor de citricultura. A informação resulta do monitoramentorealizado pelaSecretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) no ciclo 2025-2025 da cultura de citros. Os dados foram apresentados na quinta-feira (28/5),durante reunião da Câmara Setorial de Citricultura.
De novembro de 2025 a março de 2026, o Departamento de Defesa Vegetal (DDV/Seapi) instalou e monitorou 374 armadilhas em pomares de 77 municípios – realizando 4.326 leituras dessas armadilhas. O objetivo era detectar o inseto Diaphorina citri, transmissor da bactéria causadora de HLB/Greening, doença que tem causado prejuízos significativos à citricultura em vários Estados.
“A cada 15 dias era feita a troca da cartela aderente nas armadilhas e uma análise minuciosa no material recolhido para ver se havia algum inseto suspeito. Nesse último ciclo de monitoramento, só na região do Vale do Caí, tivemos 70% dos insetos suspeitos encontrados”, conta a chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal, Deise Riffel.
Foram contabilizados 103 insetos suspeitos, dos quais 88 foram confirmados como sendo da espécie Diaphorina citri. No entanto, a bactéria causadora do HLB/Greening não foi encontrada nas amostras.
“O monitoramento é essencial para mantermos nosso status como um dos únicos Estados do país sem o greening, mas a presença do inseto vetor causa uma pressão muito grande em todo o nosso entorno. Como a maior parte da produção no Rio Grande do Sul é de agricultura familiar, trata-se de um fator de preocupação para nós”, destaca Deise.
Como frentes de prevenção para o ingresso da doença em território gaúcho, Deise destacou, além do monitoramento realizado, ações previstas na Portaria 1.326 do Ministério da Agricultura e Pecuária, que define que o material de propagação tem de ser produzido em ambiente protegido, com plantas indexadas.
“Ao ar livre, é muito fácil acontecer a circulação das bactérias. Precisamos ter um cuidado muito grande a respeito de onde estão vindo as mudas para novos pomares. Por isso, o Rio Grande do Sul tem portarias sobre o ingresso de mudas de outros Estados , assim como de frutos. Frutos não podem ingressar com folhas, pois o inseto pode vir preso nelas”, explica.
A chefe da DDSV destacou a importância da articulação entre o setor produtivo e a Seapi para a manutenção do status fitossanitário. “O produtor precisa ser nosso parceiro neste momento, porque é ele que está constantemente no seu pomar. Então, se detectar alguma coisa diferente, pedimos que entre em contato com a inspetoria da sua cidade ou de uma cidade vizinha”, ressalta.
A reunião da Câmara Setorial discutiu, entre outros assuntos, a situação e a perspectiva da safra atual de citros, cuja abertura oficial ocorreu na sexta-feira (29/5), em Montenegro.
Texto: Ascom Seapi
Edição: Felipe Borges/Secom
Piauí Quitanda da SAF gera quase R$ 3 milhões em vendas e transforma vida de agricultores familiares no Piauí
Agricultura e ... Governador libera R$ 44,3 milhões para pavimentação entre Campina do Simão e Santa Maria do Oeste
Agricultura e ... Área do milho na primeira safra cresce 31% no Paraná e será recorde na segunda
Agricultura e ... Área do milho na primeira safra cresce 31% no Paraná e será recorde na segunda safra
Piauí SAF reúne projetos de extensão universitária para reforçar produção e consumo de alimentos da agricultura familiar no Piauí
Agricultura Educação e fiscalização combinadas trazem melhores resultados em sanidade agropecuária
Piauí Capacitação do Crédito Fundiário atualiza técnicos e amplia eficiência no atendimento a agricultores familiares
Piauí Técnicos de assistência rural concluem capacitação sobre novidades tecnológicas do Programa Crédito Fundiário
Agricultura RS celebra cinco anos de reconhecimento internacional como zona livre de aftosa sem vacinação Mín. 18° Máx. 25°