
As homenagens póstumas, que são reconhecimentos feitos em memória de uma pessoa após sua morte, estão passando por uma transformação significativa, refletindo mudanças culturais, tecnológicas e ambientais. Para Vinicius Chaves de Mello, CEO do Grupo Riopae, que atua há mais de 57 anos no segmento do luto, o fenômeno é impulsionado por novas tecnologias, preocupações ambientais e a busca por personalização.
Para Mello, uma das principais tendências é a personalização das homenagens póstumas. “As cerimônias refletem, de maneira única, os gostos, interesses e legados dos falecidos. Diferentemente dos rituais tradicionais que, por vezes, eram padronizados, hoje as famílias buscam celebrar a vida de seus entes queridos de forma mais íntima e significativa”.
Vídeos de tributos, músicas que marcaram a vida da pessoa e cerimônias ao ar livre são exemplos de como as homenagens estão se tornando mais personalizadas. “Essa abordagem não apenas honra a memória do falecido, mas também pode ajudar no processo de luto”, reflete.
Na visão de Mello, quando uma cerimônia é feita para refletir a vida e a personalidade do falecido, o processo de despedida se torna mais humano e menos formal.
Tecnologia: conectando pessoas e memórias
Para o CEO do Grupo Riopae, a tecnologia tem revolucionado o setor, oferecendo novas formas de homenagear e lembrar aqueles que partiram. “As transmissões ao vivo de funerais permitem que pessoas distantes participem da cerimônia”, destaca.
“Além disso, plataformas digitais possibilitam a criação de memoriais virtuais, onde fotos, vídeos e mensagens podem ser compartilhados, mantendo viva a lembrança do ente querido”, acrescenta.
Outra inovação considerada promissora por ele, é o uso de RA (Realidade Aumentada). “As tecnologias de realidade aumentada estão surgindo, permitindo que as pessoas 'visitem' os túmulos de entes queridos de forma virtual”, comenta. “Essas ferramentas não apenas facilitam a conexão emocional, mas também democratizam o acesso a homenagens, independentemente da localização geográfica”, explica.
Sustentabilidade: homenagens que consideram o meio ambiente
Mello ressalta que a preocupação com o impacto ambiental das práticas tradicionais também está moldando o setor. “As práticas tradicionais de sepultamento têm um impacto ambiental significativo. O uso excessivo de madeira para caixões, substâncias químicas no embalsamamento e a ocupação de grandes áreas para cemitérios são alguns dos desafios”.
Como alternativa, as homenagens ecológicas estão ganhando espaço. A cremação, por exemplo, emite menos carbono e oferece opções criativas para o destino das cinzas, como urnas biodegradáveis que se transformam em árvores.
“Outro exemplo inovador é o conceito de 'cemitérios verdes', onde os corpos são enterrados sem caixões, permitindo uma decomposição natural e o retorno dos nutrientes ao solo”, explica.
Cremação oferece flexibilidade e novas formas de memória
A cremação tem se tornado uma escolha popular, tanto por questões de custo quanto pela flexibilidade que oferece, explica o CEO do Grupo Riopae. “A cremação permite alternativas criativas para a preservação da memória. Entre as opções estão a transformação das cinzas em diamantes, joias personalizadas, entre outras aplicações”.
O futuro do setor: inovação e consciência
Para o futuro, Mello acredita que o setor continuará a evoluir, tornando-se ainda mais centrado nas necessidades das famílias e no respeito ao meio ambiente. “A curto prazo, espero um aumento nas opções de personalização e nas alternativas sustentáveis", diz ele. “No médio prazo, o uso de tecnologias imersivas, como realidade aumentada e virtual, deve crescer, oferecendo experiências mais profundas e conectadas”, completa.
A longo prazo, o CEO prevê uma mudança cultural ainda maior. “Espero que o setor continue a se afastar das práticas tradicionais, com a sociedade se tornando mais consciente do impacto ambiental e emocional de suas escolhas”, conclui Vinicius.
Para mais informações, basta acessar: https://www.crematoriosaojoao.com.br/home
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