
A deputada estadual Ieda Chaves (União Brasil) protocolou na Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) duas indicações destinadas à implantação de salas sensoriais nas redes públicas de ensino de Colorado do Oeste e Cabixi, no Cone Sul do estado. As proposições, encaminhadas ao Governo de Rondônia, recomendam a aquisição de mobiliário adaptado para atendimento a estudantes com transtorno do espectro autista, deficiências intelectuais e outras necessidades educacionais específicas.
Os espaços sensoriais são projetados para oferecer estímulos controlados que auxiliam na regulação emocional, na concentração e no desenvolvimento cognitivo. Na prática, funcionam como ambientes de acolhimento dentro da escola, onde o aluno encontra recursos terapêuticos que o ajudam a permanecer e aprender.
Na Indicação 17058/26 , a deputada solicita a implantação da estrutura em Cabixi, com mesas adaptadas, poltronas sensoriais, painéis táteis, tapetes pedagógicos, mobiliário ergonômico e demais equipamentos. As duas indicações seguem a mesma linha e reforçam a defesa da parlamentar pela interiorização das políticas de educação inclusiva.
Já por meio da Indicação 17060/26 , a parlamentar sugere a aquisição de painel sensorial interativo, piscina de bolinhas, colchonetes pedagógicos, puffs terapêuticos, luminárias de estímulo visual, balanço terapêutico e brinquedos pedagógicos sensoriais para Colorado do Oeste. O conjunto foi pensado para criar condições concretas de acessibilidade pedagógica na rotina escolar.
Instrumento pedagógico
Ao defender as proposições, Ieda Chaves foi direta ao ponto. “A educação inclusiva não pode depender apenas da boa vontade de professores e gestores. É dever do Estado oferecer condições reais para que cada aluno, independentemente de sua condição, tenha acesso a um ensino de qualidade. A sala sensorial não é um luxo, é um instrumento pedagógico indispensável”, afirmou nos documentos encaminhados ao Executivo.
A parlamentar também destacou que a ausência de espaços especializados aprofunda desigualdades e compromete trajetórias escolares inteiras. “Sem estrutura adequada, o aluno com transtorno sensorial ou do espectro autista simplesmente não consegue permanecer em sala. A evasão deixa de ser uma escolha e vira consequência da omissão”, completou.
Cerejeiras pode ter sala sensorial
A implantação de uma sala sensorial no município de Cerejeiras foi proposta por meio da Indicação 17059/26 . O espaço, segundo a justificativa encaminhada ao Executivo, deve ser equipado com mesas adaptadas, cadeiras ergonômicas, puffs sensoriais, tapetes emborrachados, painéis interativos, luminotécnica especializada e materiais pedagógicos voltados à estimulação tátil e auditiva.
A proposta inclui ainda a necessidade de profissionais qualificados, como pedagogos, psicopedagogos e equipe multidisciplinar, para garantir que o ambiente funcione como ferramenta efetiva de aprendizado.
Na indicação, Ieda ressalta que o município do Cone Sul tem relevância estratégica na educação estadual e que a ausência de espaços estruturados aprofunda desigualdades no acesso de alunos neurodivergentes ao ensino regular.
Análise
As indicações foram aprovadas em Plenário na Alero e seguem agora para análise do governo do Estado e da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), que avaliarão a viabilidade orçamentária de cada proposta.
Texto: Etiene Gonçalves | Jornalista
Foto: Paulo de Tarso | Secom/Anápolis
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