
Senador usou coletiva após queda em pesquisa para tentar dividir desgaste político do caso Vorcaro com o governo.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tentou ampliar o desgaste político do caso Banco Master ao associar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, às negociações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro.
A declaração foi feita nesta terça-feira (19), horas depois da divulgação da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg que mostrou queda do senador nas intenções de voto após a repercussão dos áudios sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro.
Durante reunião com parlamentares do PL e jornalistas, Flávio mencionou reportagens sobre encontros entre Lula, Galípolo e Vorcaro durante discussões envolvendo o Banco Master.
“Você vê o envolvimento, aí sim, o envolvimento do próprio Presidente da República”, afirmou o senador.
Na fala, Flávio citou uma reportagem segundo a qual Lula teria aconselhado Vorcaro a aguardar mudanças no comando do Banco Central durante negociações relacionadas ao banco. O senador disse que o episódio mostraria que Roberto Campos Neto “não tinha absolutamente nada a ver” com tentativas de ajudar a instituição financeira.
“Você vê o envolvimento, aí sim, o envolvimento do próprio Presidente da República”, afirmou o senador.
Na fala, Flávio citou uma reportagem segundo a qual Lula teria aconselhado Vorcaro a aguardar mudanças no comando do Banco Central durante negociações relacionadas ao banco. O senador disse que o episódio mostraria que Roberto Campos Neto “não tinha absolutamente nada a ver” com tentativas de ajudar a instituição financeira.
A declaração ocorreu no momento em que a pré-campanha do senador tenta reorganizar sua estratégia de comunicação após o impacto eleitoral provocado pelas revelações do The Intercept Brasil.
Segundo a pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça, Flávio caiu seis pontos percentuais em um cenário de segundo turno contra Lula desde abril.
Na coletiva, o senador também reforçou a defesa de uma CPMI para investigar o Banco Master e afirmou que a comissão seria necessária para esclarecer responsabilidades políticas no caso.
“É mais urgente do que nunca a CPMI do Banco Master”, disse. “Vai ser a única forma de separar bandido de inocente.”
Flávio ainda criticou parlamentares da base governista por não apoiarem a investigação.
“Até agora a esquerda não assinou, não tem assinatura de ninguém da esquerda”, declarou.
Na mesma coletiva, Flávio voltou a afirmar que o vínculo com o empresário existiu “única e exclusivamente” por causa da produção cinematográfica.
O senador também anunciou que pediu uma prestação pública de contas sobre os recursos usados no filme e disse que valores relacionados ao investimento feito por empresas indicadas por Vorcaro ficarão separados para eventual análise das autoridades brasileiras.
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