
Ato ocorre em meio a várias ações terroristas atribuídas pelas autoridades aos dissidentes da guerrilha marxista das FARC.
Um atentado com explosivos no oeste da Colômbia deixou, neste sábado (25), sete civis mortos e pelo menos 20 feridos em estado grave, informaram autoridades, em meio a várias ações terroristas atribuídas pelas autoridades aos dissidentes da guerrilha marxista das FARC, que não aderiram ao acordo de paz de 2016. Os ataques surgem em meio à campanha eleitoral para presidente, que será em 31 de maio.
“É uma tragédia que nos dilacera como departamento e enluta profundamente nossas famílias. Não há palavras suficientes para a dor que sentimos hoje”, escreveu em sua conta no X o governador de Cauca, Octavio Guzmán, que também informou sobre outras seis ações criminosas em seu estado, localizado no oeste da Colômbia.
“O Cauca não pode continuar enfrentando sozinho essa barbárie. Estamos diante de uma escalada terrorista que exige respostas imediatas. Exigimos do Governo Nacional ações contundentes, sustentadas e eficazes diante da grave crise de ordem pública que vivemos”, acrescentou.
“Os que atentaram e mataram são terroristas, fascistas e narcotraficantes”, escreveu o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, na rede social X.
O atentado ocorreu na rodovia Panamericana, no setor de El Túnel, no município de Cajibío, a cerca de 35 quilômetros de Popayán, capital de Cauca.
“As cenas de Cajibío, Cauca, são terríveis. Toda solidariedade aos cidadãos”, disse no X a candidata para as eleições presidenciais de maio, Paloma Valencia, do partido de oposição.
Na sexta-feira (24), a Colômbia já havia registrado ataques. As autoridades concentram esforços e investigações para esclarecer os ataques ocorridos em Cali e Palmira, no Valle del Cauca, incidentes que geraram alertas de segurança na região. A principal teoria aponta para grupos dissidentes armados ligados ao tráfico de drogas que atuam no sudoeste do país.
O Ministro da Defesa, Pedro Arnulfo Sánchez, afirmou que os ataques fazem parte de uma ofensiva de organizações ilegais contra a população civil e instituições estatais. O governo oferece recompensas por informações que ajudem a prevenir atos terroristas e localizar os responsáveis. Alias Marlon é um dos principais alvos das investigações, sendo considerado um dos mais procurados em Cali, com uma recompensa significativa por informações sobre sua localização.
Os ataques de sexta não resultaram em mortes, e autoridades locais pedem um reforço na segurança da região, planejando reuniões de conselho extraordinárias para coordenar ações com as forças de segurança.
A vice-presidente da República, Francia Elena Márquez Mina, condenou o ataque ocorrido em Cali, e pediu ação imediata para garantir a segurança na região. Em declaração pública, ela descreveu o ato como “covarde” e afirmou que ele colocou em risco a vida da população, reiterando que a violência não quebrará o espírito do povo. “Eles não nos silenciarão, não nos intimidarão e, como povo, continuaremos a nos levantar com integridade pela vida e pela paz”, afirmou.
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