No entanto, a empresa responsável pelo projeto, Femern A/S, afirma que está adotando medidas para minimizar impactos ambientais, incluindo a criação de novas áreas naturais para compensar possíveis danos ecológicos.

Conexão submersa entre Dinamarca e Alemanha deve reduzir tempo de viagem e impulsionar economia.
A Europa está prestes a ganhar um novo marco da engenharia: o Fehmarnbelt, túnel subaquático de € 7,4 bilhões (R$ 46,77 bilhões) que ligará a Dinamarca e a Alemanha, tornando-se o mais longo do mundo para rodovias e ferrovias. O megaprojeto reforça a integração europeia, facilita o transporte entre países e promete transformar o mapa logístico do continente – um verdadeiro divisor de águas para o futuro da mobilidade na região.
Atualmente em construção, o Fehmarnbelt terá 18 km de extensão, transportando veículos e trens sob uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo. A primeira imersão de um bloco do túnel está prevista para ocorrer ainda em 2025. A conclusão total está programada para 2029.
Diferente de túneis escavados, como o Eurotúnel entre França e Reino Unido, o Fehmarnbelt será um túnel imerso, composto por 79 seções de concreto gigantes que serão afundadas e conectadas no fundo do mar.
Cada seção tem 217 metros de comprimento, 42 metros de largura e pesa 73.000 toneladas – o equivalente a 10 Torres Eiffel. Além disso, 10 segmentos especiais de 39 metros abrigarão a infraestrutura elétrica do túnel.
O método de construção inclui:
O túnel substituirá a atual travessia de balsa, reduzindo o tempo de viagem de 45 minutos para apenas 10 minutos de carro e 7 minutos de trem. O trajeto ferroviário entre Hamburgo e Copenhague será cortado pela metade, passando de 5 horas para cerca de 2h30.
O Fehmarnbelt deve impulsionar não apenas a logística e o comércio, mas também o turismo na Escandinávia. À CNN, Mads Schreiner, diretor de mercado da VisitDenmark, diz que a nova conexão tornará a Dinamarca mais acessível para turistas da Europa Central e deve aumentar o fluxo de turismo sustentável, viagens de trem e passeios de bicicleta.
Além disso, haverá desafios para a região, como a necessidade de expansão da infraestrutura para acomodar o crescimento no número de viajantes.
Como qualquer grande obra de infraestrutura, o Fehmarnbelt enfrenta preocupações ambientais. A construção exigiu a remoção de grandes volumes de sedimentos marítimos, afetando habitats marinhos.
No entanto, a empresa responsável pelo projeto, Femern A/S, afirma que está adotando medidas para minimizar impactos ambientais, incluindo a criação de novas áreas naturais para compensar possíveis danos ecológicos.
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