Thursday, 23 de April de 2026
28°

Tempo nublado

Caruaru, PE

Saúde Sergipe

Capacitação amplia enfrentamento ao HTLV e alerta para doença silenciosa em Sergipe

O HTLV é um retrovírus da mesma família do HIV, com transmissão sexual, por sangue e também de mãe para filho, principalmente durante a amamentação

22/04/2026 às 23h00
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
Compartilhe:
Fotos: Ascom FSPH
Fotos: Ascom FSPH

Nesta quarta-feira, 22, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), promoveu a capacitação sobre vigilância e manejo clínico do HTLV  [vírus linfotrópico de células T humanas]. A iniciativa integra as estratégias de fortalecimento da Vigilância em Saúde e tem como objetivo qualificar profissionais para o diagnóstico, acompanhamento e prevenção da infecção, considerada silenciosa e ainda pouco conhecida pela população.

Voltada a médicos e enfermeiros da Atenção Primária à Saúde, além de profissionais que atuam em hospitais e Serviços de Assistência Especializada (SAE), a formação busca ampliar o conhecimento técnico e alinhar condutas clínicas em todo o estado. A proposta é garantir um cuidado mais eficaz, com foco na identificação precoce dos casos e na redução das formas de transmissão, especialmente a vertical, de mãe para filho.
 
A gerente de Doenças Transmissíveis da Vigilância Epidemiológica da SES, Taíse Cavalcante, destacou a importância de dar visibilidade ao HTLV e preparar os profissionais para lidar com a doença. “O HTLV é um retrovírus da mesma família do HIV, com transmissão sexual, por sangue e também de mãe para filho, principalmente durante a amamentação. É uma infecção silenciosa, que pode permanecer por décadas sem apresentar sintomas, mas que pode evoluir para doenças neurológicas e até câncer. Por isso, precisamos tirar essa invisibilidade, orientar a população e capacitar os profissionais para prevenir e manejar adequadamente os casos”, explicou.
 
O responsável técnico pelo Programa IST/Aids da SES, Almir Santana, reforçou que a capacitação tem papel fundamental na consolidação do tema como prioridade em saúde pública. “Estamos diante de um problema que sempre existiu, mas que só agora começa a ganhar visibilidade. O HTLV provoca processos inflamatórios e pode atingir o sistema nervoso, levando a paralisias, além de estar associado a doenças graves como linfomas. Não há cura nem vacina, por isso a prevenção é essencial. Nosso objetivo é orientar os profissionais para que levem essa informação à população e incluam o tema nas ações educativas, principalmente nas unidades básicas de saúde”, afirmou.

A enfermeira da Vigilância Epidemiológica da Maternidade Lourdes Nogueira, Isabella Silva, ressaltou a importância da capacitação para qualificar o atendimento, especialmente no cuidado com gestantes. “Essa capacitação é extremamente importante para nós que estamos na ponta, recebendo essas pacientes. O HTLV passou a ser uma doença de notificação compulsória, e precisamos estar preparados para conduzir corretamente cada caso. Quando identificado, é fundamental orientar a não amamentação para evitar a transmissão ao bebê, além de garantir o acompanhamento adequado no pós-parto”, destacou.

Continua após a publicidade
Anúncio
Responsável técnico pelo Programa IST/Aids da SES, Almir Santana
Responsável técnico pelo Programa IST/Aids da SES, Almir Santana
Enfermeira da Vigilância Epidemiológica da Maternidade Lourdes Nogueira, Isabella Silva
Enfermeira da Vigilância Epidemiológica da Maternidade Lourdes Nogueira, Isabella Silva
Gerente de Doenças Transmissíveis da Vigilância Epidemiológica da SES, Taíse Cavalcante
Gerente de Doenças Transmissíveis da Vigilância Epidemiológica da SES, Taíse Cavalcante
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários