
Os impactos do uso de agrotóxicos na saúde humana e no meio ambiente, especialmente diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, estão no centro dos debates do terceiro Seminário Estadual de Vigilância em Saúde das Populações Expostas a Agrotóxicos (Vspea), que começou na terça-feira (9/6) e segue até quarta-feira (10/6), em Porto Alegre. Com o tema “Cuidar dos territórios é proteger a vida – vigilância em saúde frente aos desafios ambientais, produtivos e climáticos”, o evento reúne mais de cem participantes no auditório da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (Ufcspa), entre profissionais da saúde, representantes da área ambiental, docentes, estudantes, gestores públicos e integrantes da sociedade civil.
Promovido pelo governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES), do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), e do Comitê EstadualVspea, o seminário conta em sua programação com painéis temáticos, debates e apresentações de especialistas de instituições públicas, universidades e órgãos de controle. Ao longo da programação, serão discutidas estratégias para fortalecer a vigilância em saúde voltada às populações expostas a agrotóxicos, ampliar a articulação entre diferentes setores e qualificar as políticas públicas de proteção à saúde e ao meio ambiente. A agroecologia e outras práticas sustentáveis também serão destacadas como alternativas importantes para enfrentar os impactos das crises climática e sanitária.
Um dos objetivos do encontro é reafirmar a ampliação e o fortalecimento da vigilância em saúde das populações expostas a agrotóxicos como prioridades do Estado. Entre as metas previstas no Plano Estadual de Saúde está a implantação dos comitês Vspeaem todas as coordenadorias regionais de saúde, medida que busca descentralizar as ações, fortalecer as capacidades locais e qualificar a vigilância nos territórios.
“Os agrotóxicos representam um importante desafio para a saúde pública no Rio Grande do Sul. Fortalecer a vigilância, ampliar a notificação dos casos e atuar nos territórios mais vulneráveis são medidas essenciais para proteger trabalhadores rurais, comunidades expostas e o meio ambiente”, afirmou a chefe da divisão de Vigilância Epidemiológica do Cevs, Roberta Vanacôr.
Outro ponto destacado pelos participantes da mesa de abertura foi que os efeitos da exposição aos agrotóxicos se manifestam de formas distintas em cada região do Estado, reforçando a necessidade de respostas regionalizadas, articuladas e alinhadas às realidades locais.
Texto: Guga Stefanello/Ascom SES
Edição: Secom
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