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Senadores da oposição entram com recurso para anular derrota na CPI do Crime

Senadores da oposição entram com recurso para anular derrota na CPI do Crime

18/04/2026 às 18h20
Por: Redação Fonte: Agência O Globo
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Senadores da oposição entram com recurso para anular derrota na CPI do Crime

Senadores da oposição entram com recurso para anular derrota na CPI do Crime.

 

Parecer de Alessandro Vieira pedia o indiciamento de ministros do STF e do PGR, mas foi rejeitado.

Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Magno Malta (PL-ES) e Marcos do Val (Avante-ES) entraram com um recurso, endereçado à Mesa Diretora do Senado, para tentar anular a votação da CPI do Crime Organizado que derrotou o relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

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O emedebista havia pedido o indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, mas o parecer foi derrotado por seis votos a quatro.

Na terça-feira, último dia da CPI e data em que o relatório foi votado, governistas promoveram a substituição de dois senadores de oposição em uma ofensiva para impedir a votação do texto ou derrotá-lo na última sessão da comissão.

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Deixaram o colegiado Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val, ambos integrantes do Bloco Parlamentar Democracia (MDB, PSDB, Podemos e União Brasil) e favoráveis ao parecer. Em seus lugares, entraram Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE), alinhados ao governo.

No recurso, os três senadores da oposição reclamam da estratégia da base do governo.

“Não faria sentido reconhecer a força normativa da proporcionalidade apenas na origem da CPI e admitir, logo depois, que ela pudesse ser esvaziada por substituições estratégicas capazes de alterar artificialmente a correlação interna de forças justamente no ato de votação”.

A Mesa do Senado, no entanto, é comandada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que já sinalizou resistência ao relatório elaborado por Vieira. Logo após o parecer ser apresentado, Alcolumbre disse em um cerimônia no Palácio do Planalto que existem “agressões permanentes às instituições”.

O relatório apontava suspeição, quebra de decoro e interferência nas investigações da CPI por parte dos ministros, além de atribuir ao STF um ambiente de “judicialização intensa”, com decisões que suspenderam diligências, limitaram o acesso a dados e esvaziaram depoimentos.

O caso do Banco Master era tratado como fio condutor e como exemplo da conexão entre crime financeiro e organizações criminosas. Apesar disso, o parecer não incluía pedidos de indiciamento de operadores diretamente ligados ao esquema.

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