
Expulso diante de São Paulo e Fluminense, ambos no Brasileirão, o treinador português acabou condenado a pena de dois e seis jogos.
O técnico Abel Ferreira pode ser o grande desfalque do Palmeiras à beira do campo na Neo Química Arena, diante do Corinthians, neste domingo. O treinador foi julgado em dose dupla pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta quinta-feira e acabou condenado por oito jogos, com dois já cumpridos. O clube alviverde vai entrar com recurso para tentar liberá-lo.
Expulso diante de São Paulo e Fluminense, ambos no Brasileirão, o treinador português acabou condenado a pena de dois e seis jogos, respectivamente, por "desrespeito à equipe de arbitragem" em duas sessões na 2ª Comissão Disciplinar do STJD. Ele já havia cumprido a suspensão pelo vermelho nos jogos subsequentes, restando ainda as seis partidas de ganho determinadas pelo tribunal.
O STJD usou um vídeo com dublagem de Gustavo Machado, no qual a leitura labial flagra o técnico chamando o árbitro gaúcho Anderson Daronco de "filho da p..." durante a vitória sobre o São Paulo, por 1 a 0, na punição mais pesada. O árbitro não relatou o palavrão, apenas que o português o chamou de "cagão" algumas vezes ao ser expulso após o segundo amarelo por reclamação.
"Apesar de não citado em súmula, cumpre aqui ressaltar que a prova produzida nos altos, além dos termos utilizados pelo mesmo, de 'cagão, chamando o árbitro de cagão', chamou o mesmo de filho da p...
E isso está provado, é uma prova e caracteriza, sem sombra de dúvidas, apesar de não ter sido mencionado na súmula, mas foi trazido pela procuradoria como prova, que ele exacerbou seu direito de reclamar desrespeitando claramente a arbitragem e isso é um fato comum hoje em dia na pessoa do senhor Abel Ferreira", declarou o procurador do STJD, Roberto Machado ao indicar a dura pena ressaltando a recorrente falta de respeito do treinador com a arbitragem.
No duelo diante do Fluminense, Abel Ferreira foi punido por dois jogos após expulsão direta por reclamação dura e bate-boca com o quarto árbitro Luiz Tisne. Na ocasião, o clube se defendeu alegando que seu comandante "não bateu palmas de forma irônica e debochada" e "não foi contido por sua comissão contra possíveis vias de fato à arbitragem", como relatado na súmula.
Também garantiu que não houve críticas na direção da auxiliar Fernanda Gomes Antunes. As palmas, segundo o clube, seriam ao zagueiro ,Murilo pela vitória por 2 a 1. O clube promete entrar com pedido de efeito suspensivo ainda nesta sexta-feira.
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