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Braille garante autonomia e inclusão a estudantes com deficiência visual na rede estadual do Piauí

Deficiente visual desde o nascimento, Alice Macedo, de 14 anos, ganhou mais autonomia ao aprender a ler e escrever em Braille no Centro de Apoio Pe...

08/04/2026 às 23h31
Por: Redação Fonte: Secom Piauí
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Foto: Reprodução/Secom Piauí
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Deficiente visual desde o nascimento, Alice Macedo, de 14 anos, ganhou mais autonomia ao aprender a ler e escrever em Braille no Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP), localizado no bairro Monte Castelo, na zona sul de Teresina.

“Desde os 11 anos eu frequento o CAP e muitas coisas na minha vida mudaram depois disso. Além de aprender o Braille e ler livros, hoje eu consigo acessar a tecnologia e também aprendi técnicas para me locomover com mais segurança”, contou a estudante.

A história de Alice representa o impacto direto da educação inclusiva na vida de estudantes da rede estadual. No mês em que se celebra o Dia Nacional do Braille, em 8 de abril, o trabalho desenvolvido no CAP reforça a importância do sistema como ferramenta essencial de alfabetização, inclusão e independência.

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Foto: Reprodução/Secom Piauí
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Alice Macedo, aluna do Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP) (Foto: Maria Luiza Barreto)

Atualmente, o CAP atende 46 alunos, a partir dos 7 anos, com deficiência visual e é referência no Piauí no atendimento educacional especializado. Além do ensino do Braille, o centro oferece suporte completo para o desenvolvimento dos estudantes.

Um dos destaques do Centro é a produção Braille. Por meio de uma impressora especializada, todo o material utilizado pelos alunos como livros, atividades e conteúdos escolares é adaptado do formato em tinta para o Braille.

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O CAP também adapta fórmulas matemáticas e imagens, que podem ser descritas ou transformadas em materiais com textura, facilitando a compreensão dos estudantes com cegueira ou baixa visão.

Para a professora, Rosemeire Soares, que também é deficiente visual, o Braille foi determinante para reconstruir sua vida após perder a visão, aos 30 anos. “Para mim que perdi a visão depois de adulta e já atuando como professora, aprender o Braille foi fundamental para minha reabilitação. Foi o que me permitiu voltar a estudar e fazer as atividades diárias. Além do trabalho, utilizando o Braille tenho independência para tomar uma medicação, por exemplo”, relatou.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
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Rosemeire Soares, professora do CAP (Foto: Maria Luiza Barreto)

O secretário de Estado da Educação, Rodrigo Torres, destacou que o investimento em educação inclusiva é uma prioridade da rede estadual. “O Braille continua sendo a base da alfabetização e da autonomia para as pessoas com deficiência visual. Ele permite compreender a estrutura da língua, acessar informações com independência e garantir mais segurança no dia a dia. No CAP, aliamos esse aprendizado ao uso da tecnologia e à adaptação de materiais, assegurando que nenhum estudante fique para trás”, afirmou.

Segundo o gestor, dominar o letramento tátil é fundamental para que crianças, jovens e adultos construam trajetórias educacionais sólidas e tenham acesso real às oportunidades. “O que estamos fazendo é garantir inclusão com qualidade, com estrutura e com acompanhamento. É assim que transformamos a educação em um instrumento verdadeiro de autonomia e cidadania”, completou.

Ensino, autonomia e tecnologia no mesmo espaço

Em 2026, 116 estudantes com deficiência visual estão matriculados nas escolas da rede estadual do Piauí. Nessas unidades, o ensino do Braille já faz parte da rotina pedagógica, especialmente nas Salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE), onde os alunos têm suporte para desenvolver a leitura e a escrita de forma adaptada.

Parte desses estudantes também frequenta, no contraturno, o Centro de Apoio Pedagógico a Pessoas com Deficiência Visual (CAP), em Teresina. No espaço, eles recebem um atendimento completo, que vai além da alfabetização em Braille.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
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Foto: Maria Luiza Barreto

No CAP, os alunos têm acesso a atividades como o uso do Soroban (matemática adaptada), orientação e mobilidade, práticas educativas para a vida independente e acompanhamento com uma equipe multiprofissional, formada por psicopedagoga, fisioterapeuta, fonoaudióloga e psicóloga.

Outro diferencial é a informática acessível, que permite aos estudantes utilizarem computadores e celulares com recursos adaptados, ampliando as possibilidades de aprendizagem e comunicação.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
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Foto: Maria Luiza Barreto

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