
A experiência do Rio Grande do Sul após as enchentes de 2024 foi destaque no I Congresso Internacional sobre Respostas Educativas à Emergência Climática , realizado entre os dias 15 e 17 de abril, na Universidade de Santiago de Compostela, na Espanha. O evento reuniu especialistas, pesquisadores e gestores de diferentes países para discutir estratégias educacionais diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
O coordenador da Assessoria Técnica (Astec), Henrique Medina, a coordenadora adjunta da Astec, Isabela Julio, e o coordenador da Assessoria de Integridade e Atendimento ao Cidadão (Asiac), Guilherme Corte, representaram a Secretaria da Educação (Seduc) no congresso. A comitiva do governo do Estado contou ainda com a participação de representantes da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul, reforçando a atuação integrada entre educação e gestão de riscos.
Durante o evento, os representantes do Estado apresentaram o trabalho “Planos de Contingência para Escolas Resilientes: da reconstrução à resiliência”, que também foi aprovado e publicado no livro oficial de resumos do congresso, consolidando a presença do Rio Grande do Sul em uma publicação internacional ao lado de iniciativas de diferentes países.
Da reconstrução à resiliência
O trabalho apresentado tem como base a experiência recente do Estado diante das enchentes de 2023 e, principalmente, as de maio de 2024, considerada a maior catástrofe climática da história do Rio Grande do Sul. Na ocasião, mais de 400 mil estudantes foram impactados e cerca de metade das escolas da Rede Estadual sofreu algum tipo de dano.
Diante desse cenário, a Seduc, em articulação com a Defesa Civil e outros parceiros, estruturou o projeto de Planos de Contingência para Escolas Resilientes (Plancon), com foco em preparar as instituições de ensino para atuar em todas as fases de eventos extremos: prevenção, preparação, resposta e recuperação.
A iniciativa envolve desde a construção participativa dos planos nas escolas até a formação de profissionais da educação, implementação de sistemas de alerta e integração de temas relacionados à educação climática no currículo. Atualmente, o projeto está em fase de implementação em 87 escolas da Rede Estadual, com previsão de expansão.
Troca de experiências e reconhecimento internacional
Além da apresentação nos painéis do congresso, a participação da comitiva gaúcha foi marcada por trocas com instituições internacionais. Entre os destaques, estão diálogos com pesquisadores da própria Universidade de Santiago de Compostela, representantes de ONGs e universidades de Portugal que estão iniciando a construção de planos de contingência para escolas.
Segundo Isabela Julio, a receptividade à experiência do Rio Grande do Sul foi positiva e reforça a relevância do trabalho desenvolvido no Estado. “Foi uma oportunidade muito importante de compartilhar o que temos construído no Rio Grande do Sul a partir de uma situação tão desafiadora, como as enchentes de 2024, e também de aprender com outras realidades. As trocas realizadas aqui contribuem diretamente para o aprimoramento do nosso plano de contingência e para fortalecer a gestão da rede em situações de crise”, destacou.
A participação no congresso evidencia o avanço das políticas públicas educacionais voltadas à resiliência climática no Estado, que passam a dialogar com referências internacionais e a contribuir com o debate global sobre o tema.
Texto: Ascom Seduc
Edição: Secom
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