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Governo federal admite “saída negociada” para Enel SP se Aneel decretar caducidade

Governo federal admite “saída negociada” para Enel SP se Aneel decretar caducidade

08/04/2026 às 19h01
Por: Redação Fonte: Reuters
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Governo federal admite “saída negociada” para Enel SP se Aneel decretar caducidade

Governo federal admite “saída negociada” para Enel SP se Aneel decretar caducidade.

 

Ministro Alexandre Silveira diz que falará com a matriz italiana e afirma ter “coragem” para apoiar a perda da concessão, caso a agência comprove falhas graves no serviço em São Paulo.

O governo brasileiro pode buscar uma “saída negociada” para Enel São Paulo caso a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decida pela caducidade da concessão da distribuidora da companhia italiana, disse nesta quarta-feira o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante evento no Rio de Janeiro.

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Na terça-feira, a diretoria colegiada da Aneel decidiu pela abertura de um processo de caducidade do contrato da distribuidora Enel São Paulo, após constatar “falhas estruturais” na prestação dos serviços que podem levar à aplicação da penalidade mais grave prevista para uma concessionária de energia elétrica.

Silveira afirmou que é preciso cobrar uma melhoria no serviço da Enel. Para isso, pretende conversar com executivos da empresa na matriz italiana.

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“Pode haver uma saída negociada, se tiver motivo para caducidade, a Aneel que justifique esse motivo, e não faltará coragem ao ministro para fazer a caducidade”, afirmou ele a jornalistas no evento Latam Energy.

Ele não detalhou como seria essa solução negociada.

“Aguardamos diálogo com a Enel, não com a Enel daqui, com seus gestores globais, para que a gente tenha e convencione depois da decisão da Aneel, se for o caso de caducidade. Se não for, convencionar o cumprimento dos novos parâmetros de qualidade”, afirmou.

Com a abertura do processo de caducidade, a Enel poderá se manifestar e se defender das cobranças permanentes de governos e clientes da distribuidoras.

A mudança do processo na Aneel, antes fiscalizatório e agora punitivo, impede a renovação automática do contrato da Enel São Paulo, que vence em 2028.

Isso complicaria uma eventual venda da concessão, a principal alternativa usada no passado por empresas que já enfrentaram situações semelhantes no setor elétrico.

A Enel, porém, tem dito publicamente que não pretende vender o ativo.

Procurada na véspera, a Enel disse em nota que “seguirá trabalhando para demonstrar firmemente, em todas as instâncias, que tem cumprido integralmente com todos os indicadores previstos em contrato e no plano de recuperação apresentado em 2024 ao regulador”.

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