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Coletiva de Trump, Boletim Focus e dados de atividade são destaques desta segunda

Coletiva de Trump, Boletim Focus e dados de atividade são destaques desta segunda

06/04/2026 às 09h45
Por: Redação Fonte: Agência Infomoney
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Coletiva de Trump, Boletim Focus e dados de atividade são destaques desta segunda

Coletiva de Trump, Boletim Focus e dados de atividade são destaques desta segunda.

 

InfoMoney reúne as principais informações que devem movimentar os mercados nesta segunda-feira (06).

Os mercados acompanham nesta segunda-feira (6) uma agenda concentrada em indicadores de atividade e no noticiário geopolítico, com destaque para a coletiva do presidente dos EUA, Donald Trump, prevista para as 14h no Salão Oval, ao lado das Forças Armadas.

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A fala vai ocorrer após novas ameaças de ataque à infraestrutura energética iraniana caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado. A região é estratégica por concentrar cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás, o que mantém os investidores atentos ao risco de disrupção na oferta e pressão sobre os preços da energia. O alerta da OPEP+ de que danos a ativos energéticos podem ter efeitos duradouros reforça esse pano de fundo de cautela.

No Brasil, o relatório Focus, divulgado às 08h25, traz atualizações das expectativas para inflação, juros e crescimento, enquanto o PMI de serviços de março, às 10h00, deve oferecer um retrato mais recente do ritmo da atividade no setor. Nos Estados Unidos, o destaque fica para o ISM de serviços de março, às 11h00, com expectativa de 55,0, nível ainda compatível com expansão.

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Apesar das esperanças de fim rápido da guerra do Irã caírem após fala de Trump, o Ibovespa fechou a quinta-feira com alta de 0,05%, aos 188.052,02 pontos, um ganho pequeno de 99,11 pontos, e viu a semana terminar com alta de 3,58%, a segunda seguida com valorização acima dos 3%.

O que vai mexer com o mercado nesta sexta

Agenda

Brasil

08:25 — Relatório Focus
Período: Semanal

10:00 — PMI de serviços
Período: Março

Estados Unidos

09:30 — Payroll
Período: Março
Previsão: 51,00

11:00 — ISM de serviços
Período: Março
Previsão: 55,0

INTERNACIONAL

Negociações

Segundo a Axios, EUA, Irã e mediadores regionais negociam os termos de uma trégua de 45 dias, que poderia abrir caminho para um acordo mais duradouro, mesmo com o presidente Donald Trump intensificando suas ameaças de escalada do conflito.

Novas ameaças

Trump voltou a ameaçar, na madrugada de domingo, atacar a infraestrutura do Irã caso o Estreito de Ormuz — rota-chave de escoamento de cerca de 20% do petróleo e gás do mundo — permaneça fechado. Depois, publicou outra mensagem dizendo apenas: “Terça-feira, 20h, horário da Costa Leste!”, sem dar mais detalhes.

Reação do Irã

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, e outras autoridades do país responderam neste domingo (5) às ameaças de destruição feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mais cedo disse, em meio a palavrões, que vai atacar a infraestrutura do Irã caso o Estreito de Ormuz não seja liberado até a noite de terça-feira, 7.

“Seus movimentos imprudentes estão arrastando os Estados Unidos para um INFERNO (sic) em vida para cada família, e toda a nossa região vai queimar porque você insiste em seguir as ordens de Benjamin Netanyahu primeiro-ministro de Israel”, disse Qalibaf no X.

Petróleo do Iraque

O Iraque informou aos comerciantes e refinarias que eles podem coletar cargas de petróleo bruto, já que os navios que transportam o petróleo do país agora podem transitar pelo Estreito de Ormuz graças a uma isenção concedida pelo Irã.

Tarifas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ajustou tarifas sobre importações de aço, alumínio e cobre nesta quinta-feira, reduzindo sobretaxas que incidem sobre bens acabados feitos com esses metais. A decisão simplifica o cobrança e evita subnotificação dos valores de importação.

Em uma proclamação assinada por Trump, os EUA manterão a tarifa de 50% sobre as importações de aço, alumínio e cobre, de acordo com a Seção 232 da Lei de Comércio de 1974 que trata de segurança nacional, mas aplicarão a taxa aos preços pagos pelos clientes dos EUA, disse uma autoridade sênior do governo Trump. Não ficou imediatamente claro como o preço de venda – e a tarifa resultante – será determinado.

BRASIL

Diesel

O Estado de Rondônia recusou aderir à subvenção da importação ao diesel, conforme proposto pelo governo federal. Já o Rio de Janeiro segue aguardando a publicação da Medida Provisória para analisar a adesão à política. Mais cedo, o vice-presidente Geraldo Alckmin havia dito que apenas dois Estados haviam recusado a proposta.

Apresentada na semana passada pela equipe econômica após resistência dos governadores em zerar o ICMS sobre a importação do combustível, a subvenção visa conter a alta dos preços do diesel em razão do conflito no Oriente Médio envolvendo o Irã, os Estados Unidos e Israel.

Distribuidoras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira que a Petrobras volte a ter distribuidoras e afirmou estar “ansioso” para adquirir novamente uma distribuidora de gás para a estatal.

Ele criticou ainda a venda da BR Distribuidora, atualmente Vibra Energia, no governo anterior ao voltar a dizer que o governo não permitirá que a alta nos preços internacionais dos combustíveis, consequência da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, afete o povo brasileiro.

CORPORATIVO

Embraer (EMBJ3)

A Embraer despachou a clientes 44 aeronaves no primeiro trimestre, um crescimento de 47% sobre o volume de 30 aviões entregue no mesmo período do ano passado, segundo comunicado da companhia ao mercado.

Segundo a fabricante, “iniciativas de nivelamento de produção” implementadas pela empresa estão apresentando progresso.

A empresa entregou 10 aeronaves comerciais nos três primeiros meses do ano, sendo três do modelo E195-E2, a maior aeronave atualmente em produção pela Embraer nesse segmento. Um ano antes, as entregas no segmento comercial tinham sido de sete aviões.

(Com Agência Brasil, Reuters, O Globo e Estadão Conteúdo)

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