
Senador e pré-candidato à Presidência critica “digladiação” por mágoas e provocações e cobra unidade do campo bolsonarista.
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RS) pediu, por meio de um vídeo postado em suas redes sociais, que os políticos da direita brasileira parem de se “digladiar” por causa de “mágoas e provocações” e foquem no futuro do País.
A fala do herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) veio depois que seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) trocaram comentários criticando um ao outro nas redes sociais.
“É muito angustiante ver lideranças do nosso lado se digladiando enquanto temos um País para resgatar. O inimigo não está aqui, está do lado de lá. Esse é o tipo de confusão que não tem vencedor. Todo mundo sai perdendo. Cada um tem seus motivos e suas mágoas, tem o direito de se defender do que acha que é a provocação, mas precisamos focar no caminho que precisamos seguir. Perdoem uns aos outros”, afirmou em vídeo publicado em perfil nas redes sociais.
O desentendimento entre Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira é mais um episódio da disputa interna no campo bolsonarista. A nova questão foi desencadeada após Nikolas reagir com uma risada (“kkk”) em uma das publicações do ex-deputado e de um aliado no X.
A reação foi interpretada por Eduardo como um gesto de deboche, levando-o a afirmar que o deputado mineiro estava agindo com desrespeito e dando visibilidade a conteúdos e perfis que não apoiam o grupo político liderado por seu pai. “Risinho de deboche para mim? Ao que parece, não há limites para seu desrespeito comigo e minha família”.
O ex-deputado intensificou o tom das críticas e questionou a atuação de Nikolas nas redes, sugerindo que o parlamentar estaria usando seu alcance digital para se impulsionar politicamente às custas de sua família e dar voz às críticas ao ex-presidente.
“Os holofotes e a fama te fizeram mal, infelizmente. Demorei muito para acreditar que você trabalhava o algoritmo das suas redes para dar visibilidade a quem deseja a morte de meu pai, a quem comemora a prisão dele e a todos os que odeiam a mim e a minha família”.
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