
Fundo de preservação histórica recorre à Justiça contra obra de US$ 400 milhões; juiz lembra que presidente é “administrador, não proprietário” do símbolo máximo da sede do governo.
Um juiz federal de Washington bloqueou nesta terça-feira (31) o projeto do presidente Donald Trump para a construção de um salão de baile anexo à Casa Branca. A ordem do juiz Richard Leon impede que o governo tome “qualquer medida que vise o desenvolvimento físico do salão de baile”.
A decisão levará 14 dias para entrar em vigor, o que dá ao governo Trump tempo para recorrer.
O juiz atendeu a um pedido do Fundo Nacional para a Preservação Histórica dos Estados Unidos, que processou Trump, o Serviço Nacional de Parques e outros réus para barrar o projeto, informou a CNBC. O bloqueio é temporário, até que o mérito da ação seja julgado.
“O presidente dos Estados Unidos é o administrador da Casa Branca para as futuras gerações de Primeiras Famílias. Ele não é, no entanto, o proprietário”, escreveu Leon em parecer que embasou sua decisão, ao qual a CNBC teve acesso.
O projeto prevê que o salão de baile ocupe a ala leste da residência oficial. Meses atrás, parte do espaço já havia passado por demolição para dar início à obra.
A previsão é que a reforma custe cerca de US$ 400 milhões, valor que Trump afirma que será integralmente bancado por doações de empresas e outros financiadores privados.
No domingo (29), o presidente disse ainda que, sob o salão, seria construído um complexo militar subterrâneo, sem detalhar sua função.
A proposta é uma das reformas mais ambiciosas já planejadas para a Casa Branca e se soma a outras iniciativas de Trump para deixar sua marca na capital federal.
O republicano já alterou o nome do centro cultural Kennedy Center para Trump Kennedy Center e afirma querer construir um arco em Washington, inspirado no Arco do Triunfo de Paris.
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