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Lula usa reunião ministerial para ensaiar discurso de campanha

Lula usa reunião ministerial para ensaiar discurso de campanha

31/03/2026 às 18h33
Por: Redação Fonte: Agência O Globo
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Lula usa reunião ministerial para ensaiar discurso de campanha

Lula usa reunião ministerial para ensaiar discurso de campanha.

 

Sem marca forte junto à população, presidente terá como foco comparação com a gestão de Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou a reunião ministerial desta terça-feira para ensaiar o discurso que adotará na campanha e, de quebra, ainda resolveu colocar um ponto final nas especulações sobre a permanência de Geraldo Alckmin como seu companheiro de chapa na eleição de outubro.

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Sem uma marca clara de sua gestão que seja reconhecida pela população, Lula planeja ter como foco central na disputa eleitoral a comparação entre o seu governo e o de Jair Bolsonaro, pai do senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário nas urnas.

Com 51% de desaprovação segundo pesquisa da Quaest divulgada no começo de março, a aposta do presidente e do seu entorno é que os eleitores poderão ser convencidos de que hoje o país está melhor do que há quatro anos.

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Como um mantra, Lula repetiu esse raciocínio seguidas vezes durante o discurso. Num momento de sinceridade, reconheceu que não conseguiu levar o Brasil a uma “situação esplendorosa que todos nós gostaríamos”, mas em seguida acrescentou que a situação está “muito melhor do que nós encontramos, infinitamente melhor”.

O presidente também deixou claro que os ministros que sairão para disputar eleições pelo país devem propagar esse discurso nos estados.

Lula também quis iniciar o novo período de pré-campanha, a partir da próxima semana, sem especulações sobre composição de sua chapa. O presidente vinha deixando o cenário aberto, segundo aliados, para manter aberto um canal para atrair partidos de centro e centro-direita para a sua aliança.

Sem perspectivas concretas de ter MDB, PSD ou União Brasil na chapa, o presidente evitou, com a confirmação de Alckmin, criar um mal-estar com o partido que deve ser o principal parceiro do PT na eleição, o PSB. Indicou assim, de forma indireta, que formará uma aliança apenas com as legendas do campo da esquerda, assim como aconteceu em 2022.

Com dois adversários, Flávio e Ronaldo Caiado (PSD), já tendo prometido anistiar os condenados pela tentativa de golpe de 8 de janeiro, o petista deve usar a manutenção da união como ex-tucano para tentar ressuscitar o discurso usado quatro anos atrás de que lidera uma frente em favor da democracia.

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