
O conflito no Oriente Médio continua sem previsão de término. Mesmo diante de possíveis negociações entre os países envolvidos, a nova escalada de tensão já impacta diretamente a vida de milhares de pessoas na região, muitas delas sem conseguir voltar para casa devido aos riscos de segurança, que acabam transformando a viagem em um “voo fantasma”.
Como já noticiado anteriormente pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, diversas companhias aéreas cancelaram os voos para países próximos ao conflito. Entretanto, empresas como Emirates e Qatar Airways dependem diretamente da rota para manter as funcionalidades da companhia.
Segundo a Reuters, o termo foi utilizado para descrever situações em que voos de companhias aéreas não conseguem concluir o pouso no destino final. Em 18 de março, uma aeronave da Emirates precisou retornar a Londres após percorrer cerca de 9.100 quilômetros, depois que bombardeios com drones iranianos atingiram instalações em Dubai, que era o destino da viagem.
As alterações repentinas da rota, que passaram a ser chamadas nas redes sociais de “voos para lugar nenhum”, tornaram-se um dos efeitos mais visíveis na aviação desde o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, em 28 de fevereiro.
O fenômeno se soma a outros impactos enfrentados pelas companhias aéreas, como a alta no custo do combustível, em decorrência do bloqueio do Estreito de Ormuz, passageiros retidos e mudanças constantes nas rotas.
O conflito no Oriente Médio tem provocado uma série de restrições no espaço aéreo da região, obrigando companhias a cancelar, desviar ou interromper voos em andamento. Ainda de acordo com a Reuters, dezenas de voos foram afetados apenas no dia do ataque iraniano, especialmente em rotas com destino a Dubai.
Com a escalada da guerra, a Emirates passou a redirecionar dezenas de operações do Aeroporto Internacional de Dubai para terminais próximos, como Dubai World Central, Al Ain, Abu Dhabi e Muscat, além de hubs regionais como Jeddah, Cairo e Medina.
Desde o início dos conflitos, a companhia cancelou mais de 2 mil voos, o equivalente a 54% da programação, segundo dados da Cirium. Em comparação, a Qatar Airways registra taxa de cancelamento de 93%, enquanto a Etihad chega a 79%. No total, aproximadamente 30 mil voos com origem ou destino no Oriente Médio foram cancelados.
A principal razão para esses retornos é a segurança. Ataques com drones, fechamento de aeroportos e restrições de espaço aéreo tornam inviável a aterrissagem no destino final. Nessas situações, pilotos e companhias optam por voltar ao ponto de partida ou buscar aeroportos alternativos.
Apesar de se tratar de uma medida de segurança, a impossibilidade de acessar o país mantém diversos passageiros presos em países que muitas vezes não possuem vistos locais. Com isso, muitos deles seguem tentando embarcar em voos rumo a países próximos a Dubai e outros destinos, mesmo que esses também se tornem um “voo fantasma“.
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