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Virgin Galactic encarece passagens espaciais para US$ 750 mil em retomada de vendas

Virgin Galactic encarece passagens espaciais para US$ 750 mil em retomada de vendas

30/03/2026 às 21h35
Por: Redação Fonte: Olhar Digital
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Virgin Galactic encarece passagens espaciais para US$ 750 mil em retomada de vendas

Virgin Galactic encarece passagens espaciais para US$ 750 mil em retomada de vendas.

 

Com o setor de turismo suborbital praticamente sob seu domínio exclusivo no momento, a empresa de Richard Branson reabre reservas com bilhetes 15% mais caros.

Virgin Galactic decidiu que a exclusividade tem um novo preço. Após um hiato de dois anos, a companhia retomou a comercialização de assentos para seus voos espaciais comerciais, mas com um reajuste significativo: cada bilhete agora custa US$ 750 mil (cerca de R$ 3,9 milhões) – um salto de US$ 100 mil em relação ao valor praticado anteriormente.

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A estratégia de preços reflete um momento de “monopólio temporário”, conforme explicou a Bloomberg. Com a Blue Origin (de Jeff Bezos) fora de jogo desde janeiro, quando suspendeu os voos do foguete New Shepard, a Virgin Galactic é hoje a única grande operadora ativa para quem busca experiências de gravidade zero e visão da curvatura terrestre em trajetos de curta duração.

O salto tecnológico para 2026

A pausa nas vendas não foi por falta de demanda, mas sim um movimento calculado para preparar a próxima geração de veículos. O foco da engenharia está agora na Delta, uma aeronave espacial atualizada que deve ser o divisor de águas para a lucratividade da operação.

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Os marcos temporais da companhia são claros:

  • Final de 2026: previsão de estreia da frota Delta.
  • Início de 2027: entrada em serviço da segunda SpaceShip, permitindo uma cadência de voos muito superior à atual.
 
A nave suborbital VSS Unity, da Virgin Galactic, posicionada no Spaceport America, no Novo México
A nave suborbital VSS Unity, da Virgin Galactic, posicionada no Spaceport America, no Novo México. Imagem: Virgin Galactic / Divulgação

Corrida contra a queima de caixa

Apesar do otimismo nas vendas, os números mostram que a Virgin Galactic corre contra o relógio financeiro. No último trimestre de 2025, a empresa reportou uma receita de US$ 312 mil, valor inferior às projeções do mercado, que esperava algo em torno de US$ 360 mil.

O desafio está no alto custo de manter a inovação. A empresa prevê uma queima de caixa de US$ 90 milhões apenas no primeiro trimestre de 2026. Com US$ 144,7 milhões em reservas atuais, a retomada das vendas dos bilhetes de US$ 750 mil funciona como uma injeção de capital vital para garantir que a empresa chegue viva ao lançamento de suas novas naves daqui a um ano e meio.

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